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quinta-feira, 17 de abril de 2014

A VIOLÊNCIA CAPIXABA QUE SE VÊ!

 Por Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES

Marcus Alves, Coordenador Político Estadual

Nós, capixabas, convivemos com uma dura realidade: nosso Espírito Santo tem pontuado altos índices de violência nas pesquisas nacionais.

Ocupamos o 1º lugar no ranking nacional de violência contra a mulher.

No ano 2000, estávamos em 3º lugar no ranking nacional dos Estados mais perigosos, computando 46,8 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em 2010, subimos para o 2º lugar, com 50,1 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em 2012 nossa capital Vitória/ES marcou o 17º lugar entre as capitais mais violentas do país, com taxa de 67,82 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Precisamos combater esses índices com políticas públicas eficazes; com medidas educacionais que tornem nosso povo mais consciente e mais crítico; com programas de capacitação que tornem nossas mulheres e nossos jovens mais preparados e mais competitivos no mercado de trabalho; com formação de base para que nossas famílias reafirmem seus valores e os façam valer no núcleo familiar.

O PRP-ES levanta essa bandeira e apóia projetos que tenham por objetivo tornar nosso Espírito Santo mais seguro, mais dinâmico, mais forte. Vamos fazer de nossa terra, tão rica de belezas naturais, um lugar melhor para se viver.

Fonte: G1, Terra, IBGE, Revista Exame

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A FESTA DA DEMOCRACIA QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES


Marcus Alves, Coordenador Político Estadual


Há 30 anos nosso país assistiu ao que foi considerado o “marco da democracia no Brasil”: o grandioso “Comício da Candelária”.

Apogeu do Movimento “Diretas Já” (1983-1984), o Comício realizado no dia 10/04/1984, durou cerca de 6 horas, contou com políticos, artistas, cobertura de redes de TV ao vivo e cerca de 1 milhão de participantes, tendo sido considerada na época “a maior manifestação política da história do Brasil”. O Comício foi encerrado às 22 horas com o Hino Nacional cantado pela cantora Fafá de Belém, fato amplamente explorado pelos meios de comunicação.

Era o final do período militar, iniciado no Golpe Militar de 1964. O povo não votava diretamente para Presidente da República. As eleições presidenciais eram decididas por um Colégio Eleitoral formado a partir do Congresso Nacional. 

Quem lançou a ideia do movimento “Diretas Já” foi o então Senador Teotônio Vilela, no Programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, em 1983, cujo objetivo pressionar o Congresso para aprovação da Proposta de Emenda Constitucional “Dante de Oliveira”, que queria instituir o voto direto para eleição presidencial. A ideia pegou fogo, e diversas manifestações populares começaram a pipocar em todo país. 

Em 1984 o Movimento ganhou massa e de acordo com uma pesquisa do IBOPE, 84% da população era a favor das “Diretas Já”. No dia 25/01/1984, dia do aniversário da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, houve uma manifestação com 1,5 milhão de pessoas, liderada por Tandredo Neves, Franco Montoro, Orestes Quércia, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Lula e Pedro Simon. E em 10/04/1984 foi a vez do grande “Comício da Candelária”, em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

O Presidente da República, na época, General João Figueiredo, classificou as “Diretas Já” como um movimento subversivo. Muitas repressões foram lançadas contra o movimento. Logo após “Comício da Candelária”, o povo amargou uma derrota: a Proposta de Emenda Constitucional “Dante de Oliveira” foi rejeitada pela Câmara dos Deputados no dia 25/04/1984, impedindo que a proposta seguisse para o Senado.

Em janeiro de 1985, no entanto, a esperança voltou com a eleição de Trancredo Neves para Presidente, ainda no formato indireto. Tratando-se Tancredo Neves de um civil (encerrando o ciclo de Presidentes militares) e um dos líderes do Movimento “Diretas Já”, sua eleição deu esperança ao povo, que lotou a frente do local da votação com bandeiras e gritos de guerra “Diretas Já”.

Tancredo Neves faleceu e seu vice, José Sarney, tornou-se Presidente da República. A campanha de Trancredo Neves foi nos moldes de eleição direta, com comícios, passeatas, atos públicos de grande participação popular e toda mídia a seu favor. Resultado, em 1989 sobreveio a primeira eleição direta para Presidente da República no período pós ditadura. De lá prá cá, o povo elegeu diretamente os presidentes Fernando Collor de Mello (sucedido pelo vice Itamar Franco após Impeachment), Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. 

O voto direto, portanto, é uma conquista de 30 anos, mas até hoje estamos à mercê de currais eleitorais, compra de votos por candidatos e concordância de eleitores em vender essa conquista tão suada.

Conclusão: o povo brasileiro ainda não aprendeu a votar. Engatinha no processo eleitoral, se deixa iludir com propostas vazias, reelege candidatos que não exerceram com dignidade seus mandatos e continua negociando o voto como moeda de troca para coisas de nenhum valor democrático, como camisetas, churrascos, cestas básicos, cargos, promessas de emprego e até mesmo dinheiro.

Mas esse mesmo povo tem a chave nas mãos. Estamos às portas de mais uma eleição, incluindo este ano o pleito presidencial. Tenho a firme convicção de que o povo está cansado de falsas campanhas e políticos profissionais. Acredito que o eleitor está mais consciente, e com certeza, mais sábio após várias experiências mal sucedidas. 

Temos este ano candidatos emergindo de lideranças populares, com bandeiras firmes, propostas decentes, especialmente em partidos menores, que abrem as portas para cidadãos comuns participarem do pleito. É a chance do povo apoiar bandeiras verdadeiras, projetos testados, propostas conscientes e candidatos sérios. 

Que nas eleições 2014 o eleitor saia de sua casa para votar no candidato que realmente o represente, com passado íntegro e trabalho comprovado. Este é o desejo de todo cidadão brasileiro. 

ESTA É A FESTA DA DEMOCRACIA QUE SE VÊ!


segunda-feira, 7 de abril de 2014

A MULHER NA POLÍTICA QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES


Marcus Alves, Coordenador Político Estadual

A situação da mulher na política brasileira é curiosa. Apesar de 52% dos títulos de eleitor serem de mulheres (73.148.701), a participação delas em cargos eletivos é inexpressiva.

Segundo dados do TSE-Tribunal Superior Eleitoral, apesar de termos uma Presidenta da República, a mulher não está efetivamente participando da política. Dos Estados brasileiros, apenas 2 possuem Governadoras, Maranhão e Rio Grande do Norte, correspondendo a 7%. Somente 10% das Prefeituras Municipais são administradas por mulheres. Para o Senado Federal, há somente 10 Senadoras para 81 Senadores, correspondendo a 12% de mulheres. Na Câmara dos Deputados, de 513 cadeiras, há somente 46 Deputadas Federais, correspondente a 9%. Nas Assembléias Legislativas Estaduais, somente 10% Deputadas Estaduais. Nas Câmaras Municipais de Vereadores, somente 12% são mulheres. Por fim, de 188 países, o Brasil é o 156º colocado no quesito mulher no Poder Legislativo. 

Nossa legislação obriga os partidos a abrirem vagas proporcionais a 30% para gênero masculino ou feminino (artigo 10, parágrafo 3º, da Lei 9.504/97). Como a maioria dos militantes partidários são homens, a cota acaba sendo conhecida como “cota de mulheres”. Além disso, a legislação eleitoral obriga que os partidos dediquem no mínimo 5% do Fundo Partidário para a criação e manutenção de programas para inclusão da mulher na política (artigo 44, inciso V, lei 9.096/95) e no mínimo 10% do tempo dos programas partidários de TV e Rádio para disseminação da participação feminina (artigo 45, inciso IV, lei 9.096/95).

Mesmo assim, a participação feminina ainda é mínima. E isso se deve a que?

De um lado, os partidos não preenchem a cota de 30% com mulheres competitivas. Ao contrário, apenas cumprem a exigência da lei para lançarem os nomes masculinos nas eleições. Essa situação foi noticiada amplamente pela imprensa nas eleições 2012, quando se apurou que grande parte dos nomes femininos com registro de candidatura tiveram pouquíssimos ou nenhum voto. Sinal claro de que as mulheres só estavam lá para viabilizar as candidaturas masculinas.

De outra sorte, as próprias mulheres respondem que não querem se candidatar, pois têm diversas outras atividades familiares e profissionais mais importantes. Dizem que a política é “suja” e que não vale a pena participar. Não querem se expôr em propagandas eleitorais. Não querem se desgastar em campanhas.

No entanto, a participação feminina é vital para alcançarmos uma sociedade mais justa e mais equilibrada. Mulheres têm uma visão especial do mundo, do ser humano e de justiça social. Mulheres têm força, garra e capricho em suas tarefas. Mulheres são excelentes gestoras, desde a administração doméstica até a administração de seus negócios próprios. O próprio Ministro Marco Aurélio, Presidente do TSE-Tribunal Superior Eleitoral, declarou em artigo publicado pelo Jornal “O Globo” de 05/04/14: “...Clamo às mulheres: façam parte da política, façam parte da solução, esperança de um Brasil mais sensível, mais equilibrado, mais igual!”

Felizmente, o PRP-ES não teve qualquer dificuldade para filiar mulheres. A cota de gênero, prevista na legislação eleitoral, é obrigação difícil de ser cumprida para muitos partidos. Mas o PRP-ES não filiou mulheres no intuito de cumprir a cota legal para depois lançar nomes masculinos nas eleições. Ao contrário, temos mulheres competitivas, efetivamente engajadas na militância partidária e que trabalham desde já no PRP MULHER-ES, grupo focado no combate à violência contra a mulher capixaba (já que o Espírito Santo lidera o ranking nacional de violência contra mulheres) e também no estímulo à participação efetiva da mulher no poder. Prova disso foi o recente ENCONTRO ESTADUAL do PRP MULHER-ES, organizado pelo PRP MULHER-ES, que em 09/03/14 reuniu em Vitória/ES cerca de 1.200 lideranças de todo Estado, feito inédito que entrou para a história a militância partidária capixaba. 

Nossas filiadas são mulheres que orgulham o partido e têm plenas condições de concorrer a cargos eletivos em igualdade de condições com os homens.

ESSA É A MULHER NA POLÍTICA QUE SE VÊ!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O BRASILEIRO QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES


Marcus Alves, Coordenador Político Estadual


Nós, brasileiros, fomos brindados com uma triste notícia: O Brasil foi classificado pela 5ª vez consecutiva pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) como o pior país do mundo na aplicação de tributos em prol da qualidade de vida de seu povo.

A pesquisa comparou 30 países com a maior carga tributária do mundo. O cálculo faz uma ponderação entre o (Produto Interno Bruto) e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O objetivo é analisar o quanto do dinheiro arrecadado é revertido à população em termos de educação, renda e saúde.

Dentre os 30 países avaliados, Estados Unidos é o primeiro colocado na adequada utilização de tributos em prol do povo. Em 2º e 3º lugares estão Austrália e Coréia do Sul. Entre nossos vizinhos, Argentina ficou em 24º lugar e Uruguai em 13º. O Brasil vem depois, é o último colocado, ocupando o vergonhoso 30º lugar! 

Claro que isso não é novidade. Mas ver o Brasil pontuado como o pior de todos nas últimas 5 avaliações, é desanimador. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), pagamos 33,75% de impostos nas passagens de ônibus; 24,02% na conta de água; 53,03% na gasolina, 48,28% na conta de luz e 32,31% num lanche rápido. 

Dados da Receita Federal de 2012 indicam que a carga fiscal do brasileiro corresponde a 35,85% do que cada cidadão ganha. Ou seja, de 12 meses de trabalho por ano, o brasileiro paga de impostos o equivalente a 4 meses de trabalho. Sobram, portanto, 8 meses de renda livre.

Isso seria justo se tivessemos educação, saúde, transporte e serviços públicos e sociais de primeiro mundo. Mas não temos. Ao contrário, o cidadão é obrigado a pagar tudo duas vezes. Paga tributos e depois contrata convênios médicos particulares para ter um atendimento de saúde um pouco melhor. Paga impostos e tem que colocar filhos em escolares e universidades particulares. Em outras palavras, paga tudo dobrado e trabalha 04 meses de graça para o governo.

Conclusão: nosso país não devolve serviços de qualidade à população, não proporciona retorno à sociedade pelo suor de seu rosto. A arrecadação, quando não é desviada, é mal direcionada para programas sociais que servem de esmola e sustentam votos a determinados partidos e candidatos nas eleições.

A boa notícia é que nós podemos mudar isso. Temos a ferramenta nas mãos: o voto. Temos a oportunidade a cada 2 anos de mudar nossos destinos. E não podemos mais adiar. Nosso país precisa de boa gestão e de bons gestores. Precisa de leis melhores, de representantes dignos. De pessoas que assumam o poder com a convicção de que são funcionários do povo, um povo trabalhador, lutador, verdadeiro, que merece receber de volta retorno à altura de seu esforço e dos tributos pagos.

Tenho certeza que a eleição 2014 será diferente. Uma eleição de bandeiras, na qual o eleitor sairá de sua casa para votar em candidatos que representem lideranças emergidas do povo, candidatos que realmente tenham algo a oferecer, trabalhos sociais comprovados e projetos verdadeiros antes de estarem no poder. É a nossa chance, nossa oportunidade de fazer diferente e colocar o Brasil numa posição aceitável de conversão dos impostos em serviços públicos à altura do povo brasileiro.

Essa é minha convicção. Essa é minha verdade. Vamos deixar de ter um Estado Senhor para termos um Estado Servidor. É por isso que milito incansavelmente há 12 anos para formar um time de pessoas de valor. Vamos mudar essa realidade, e através do voto consciente, tirar nosso país do último lugar no ranking de qualidade de aplicação de recursos tributados em prol de cidadãos honrados, os brasileiros, que não desistem nunca.

Esse é o brasileiro que se vê!

sábado, 1 de março de 2014

JORNAL SÉCULO DIÁRIO - ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MARCUS ALVES, PUBLICAÇÃO EM 01/03/14

   

Marcus Alves, Coordenador Político Estadual

FONTE: http://seculodiario.com.br/15629/8/ijhoje-o-prp-bate-na-porta-dos-partidos-grandes-e-assusta-o-mercadoij-1

Hoje o PRP bate na porta dos partidos grandes e assusta o mercado’
Coordenador do partido no Estado, Marcus Alves explica sua estratégia para driblar o jogo político com chapa equilibrada e candidatos com poucos votos
01/03/2014 17:49 - Atualizado em 01/03/2014 12:02

Rogério Medeiros e Renata Oliveira
Fotos: Gustavo Louzada/Porã
O PRP capixaba parece ter descoberto uma fórmula eficiente para fazer com que o partido consiga driblar o duro jogo eleitoral do Estado. Com um quadro de candidatos sem grandes estrelas políticas e puxadores de voto, o coordenador do partido, Marcus Alves, conseguiu, na base da matemática, montar uma estratégia que vem assustando os campeões em disputas. 
Nesta entrevista a Século Diário, Alves explica sua fórmula, fala dos planos audaciosos para 2014 e faz prognósticos bem otimistas para a Assembleia Legislativa, campo que já conseguiu surpreender em 2010, conquistando duas cadeiras. 
Para este ano, porém, o PRP quer voos mais altos. Com uma chapa completa, aposta na fórmula dos candidatos de apelo popular, mas a atenção na atração dessas figuras é um cuidado a mais para que a fórmula do equilíbrio não desande. 

  
Século Diário – Vocês chegaram no processo eleitoral de forma silenciosa e os próprios deputados estão apreensivos porque acreditam que o partido conseguirá três cadeiras na Assembleia. Então, queremos saber quem são vocês. Quem é Marcus Alves?
Marcus Alves – Marcus Alves é um lutador, que está coordenando o PRP, o presidente estadual é meu irmão, o Betinho [Alves], prefeito de Apiacá, com quem o PRP teve um crescimento muito forte nos últimos anos. Estamos no ranking partidário como o sexto partido no Estado. Recentemente, o DEM passou a nossa frente porque fez o prefeito de Guarapari [Orly Gomes], em uma eleição extemporânea. Estávamos empatados com o DEM e à frente de partidos grandes. Então, Marcus Alves coordena este projeto em 2006, fazendo o primeiro deputado estadual, Elion Vargas, que depois deixou a Casa para ser promotor. Foi uma surpresa...
– Foram quantos votos, sete mil? 
– Não, foram cerca de nove mil votos. Ele saiu e assumiu a suplência Dary Pagung, de Baixo Guandu. Então o projeto começou a se credibilizar. Em 2010, fizemos dois deputados estaduais. 
– Isso surpreendeu os meios políticos...
– Surpreendeu, mas a nós não. O grupo já sabia. Então, quando o mercado diz que podemos fazer três, ou quatro deputados, é verdade. Trabalhamos com um grupo de 90 candidatos a deputado estadual e o que mais importa para nós é que não estamos colocando as candidaturas femininas só para preencher a quota. Nós temos uma chapa de mulheres montada e mulher que tem votos, que estão disputando de igual para igual com os homens. 
– E como foi o processo de atração dessas pessoas para o partido?
– Foi um processo natural. Uma semente plantada em 2006, quando poucas pessoas acreditavam que um partido pequeno como o PRP cresceria desta forma. Ele cresceu, mas cresceu com estrutura. Foi a credibilidade que o partido ganhou no mercado político. A pessoa olha para um determinado partido e entende que ali precisará de 25 mil votos. O Marcus Alves coloca que ganha com 10, 12 mil votos. Virou uma atração. Tive, inclusive, que recusar pessoas que queriam entrar no partido. Tivemos que colocar um crivo para aceitar. Não são todos que vêm para o PRP que são aceitos. 
– E como é esse crivo?
–  O primeiro crivo é a bandeira. O PRP é um partido, mas se você esmiuçá-lo, vai ver que é dividido em segmentos. O segundo ponto é a quantidade de votos. Não pode ser nem muito voto, nem pouco. 
– E qual é a média que o partido trabalha?
– O mínimo é quatro mil votos e no máximo 10. Observamos a vida pregressa do interessado e a bandeira que ele traz consigo. Acredito que esta eleição será diferente no sentido de que o eleitor vai escolher mesmo aquele que o representa. Aquela época de comprar votos não vai ser mais possível. O PRP se antecipou a isso, procurando colocar em seus quadros pessoas que se identificam com bandeiras. Você tem o PRP Saúde, Negro, Mulher, Jovem, Sindical, Segurança e todos estes segmentos estruturados.

 

– A façanha política já conhecemos, agora quem é Marcus Alves?  
– Eu fui comerciante. Venho do interior do Estado. Aprendi a gostar de política, entendendo que tudo acontece por meio dela. Senti que tinha como crescer através de lutas.
– E quando foi isso na sua vida?
– Isso foi acontecendo naturalmente. Você vai conquistando a credibilidade, confiança, leva tempo. E hoje o PRP bate na porta dos partidos grandes e assusta o mercado.
– Teve alguma experiência política antes de começar o trabalho no PRP?
– Eu fui candidato em 1998, tive a experiência de disputar pelo PTB, a deputado federal. Era muito novo na ocasião e vi que a política de bastidores seria mais exitosa para mim. 
– E teve quantos votos?
– Ah, eu tive dois mil e poucos votos. Eu tinha trinta e poucos anos, alguns levavam na brincadeira. Mas eu queria entrar. 
– Você é do Caparaó?
– Não, sou de Mimoso do Sul, sai de lá com 18 anos e vim para Vitória. Fui trabalhar como comerciante. No comércio tive uma relação com os empresários da construção civil de Vila Velha e me encantei com a política e vi que era possível construir uma política com “P”, que seria possível fazer um trabalho para colocar um candidato com poucos votos ganhando assim mesmo a eleição. Se observarmos os meus candidatos, se elegerão com poucos votos. Em 2010, os deputados do partido eleitos tiveram o menor número de votos entre os 30 eleitos. 
– 13 mil e 13,4 mil votos.
– E teve candidato que teve mais de 30 mil e não se elegeu. A gente tinha certeza que fazia. As pesquisas mostravam que se o PRP fizesse alguém seria um, mas nossos candidatos estavam muito tranquilos. Se você sentar com qualquer candidato meu hoje, ele vai dizer que o PRP faz seis deputados. E o que faz ter esta certeza é a chapa de mulheres. Eu tenho Sandra Shirley, que teve 12 mil votos. Tenho Sandra Gomes, Claudia Lemos. 



– Mas tem uma situação que sempre acontece nas eleições. Quando você lança uma chapa grande, no meio do caminho alguns desistem, enfraquecendo-a. Há uma perda de 35 a 40%...
– O meu diferencial é justamente esse. Todos os meus candidatos acreditam que vão ganhar a eleição. No nosso partido ele sabe que tem que alcançar oito mil votos e em outros partidos ele vai ter de conseguir 25 a 30 mil votos. Isso estimula o candidato. Com oito para cima já está eleito. 
– E para federal?
– O nosso diferencial este ano será a federal, porque na estadual todos já esperavam que o partido tivesse uma chapa forte. A nossa aliança está consolidada. 
– Isso que eu iria perguntar. Em 2010, vocês fizeram aliança para a estadual com o PTN e o PCdoB. Este ano vocês vão sozinhos?
– Não. Para colocar esse número de candidatos, pela lei eleitoral colocar a chapa sozinhos, você precisa de coligação e nós já temos este partido, que é o PPL e o nome da frente é “Espírito Santo que dá certo”. A surpresa para mim foi a gente sonhar em fazer uma chapa de deputado federal. Todo mundo achava impossível fazermos um vereador em Vitória, batemos na porta e fizemos. Igual deputado federal. Não é impossível, é quase. Então eu iniciei o projeto de montar a chapa e hoje nós temos 27 candidatos a deputado federal.
– Quem são os puxadores de votos?
– Não há puxadores de votos. São candidatos de média de votos. Trabalhamos com 170 mil votos.
– Mas você não é candidato, não?
– Nem posso ser. Tenho muita gente para coordenar. Mas voltando à chapa de federal, foi uma surpresa para mim conseguir montar uma nos moldes da de 2006, uma chapa capengando, mas os candidatos tinham a total certeza de que faríamos um. Hoje nós temos um eleito e podemos fazer o segundo na sobra.
– Mas quem são os candidatos de destaque?
– É um caminhão de japonês. Trabalhando com essa lógica de 170 mil votos, se você tem 17 candidatos de 10 mil votos, faz um deputado federal. Essa história de 2010, na Assembleia, dos demais deputados terem mais votos que os meus dois deputados vai se repetir na federal. Tem candidato com 100 mil votos que vai perder para nós com 25 mil votos.
– Mesmo sem puxadores de votos, quando falamos em estadual você tem o Dary Pagung, a Sandra Gomes...e na federal, quais os nomes?
– Os nossos candidatos têm mais de 10 mil votos: Tonho dos Couros, humorista; Coronel Darós, que trabalho em várias partes dos Estado; Amancio Pícoli, produtor rural de Jaguaré; o ex-prefeito de Castelo, Cleone Nascimento. A bilheteira que encontrou a mala de dinheiro na Rodoviária. É uma incógnita. 
–Vocês trabalham com candidatos que tenham apelo popular, então?
– Que tenham bandeiras. 
– Quem mais?
– Ivan Salvador, de Linhares; Gustavo Pícoli, da Unimed; delegado Júlioi Sabino. Temos uma chapa completa. Temos nove mulheres na chapa. Estamos fazendo um projeto consciente. 
– A meta de vocês é surpreender na federal?
– Nós fomos surpreendidos na federal. A chapa surgiu da seguinte forma: foi como vestir uma roupa. Reunimos as pessoas que tinham essa capacidade de votos em torno de 10 mil, demos a roupa para provar e serviu. Em um partido grande, teria que ter 80 mil votos. Eles foram tomando consciência de números. Montamos esta chapa com 60 dias. 
– E vocês fazem coligação na federal com quem?
– Temos uma conversa adiantada com o DEM. Tive uma conversa com o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, e avançamos muito. Há ainda pontos pendentes para consolidar, mas se o que ficou em aberto se definir, é melhor para os dois. 
– Mas o DEM pode ter um puxador de votos. Se o deputado Theodorico Ferraço se definir pela federal, vai desequilibrar a chapa...
– Esta é uma das arestas a serem resolvidas. Nada contra a pessoa, mas isso desequilibraria a chapa. 
– E em que chapa majoritária cabe o PRP no Estado?
– O PRP é um partido independente. Nós temos a liberdade de trabalhar o projeto. Não vamos tomar uma decisão antecipada. Vamos esperar a hora de o jogo ser jogado para ver quem serão de fato os candidatos. O PRP se preocupou com a proporcional, em fazer chapa estadual e federal. Como o ano só começa depois do Carnaval, começa com um passo a frente. No dia 9 faremos um encontro do PRP Mulher.
– Mas ninguém procurou vocês?
– Nossa eleição passa longe disso, até porque moramos em um Estado pequeno  e não sei porque acontece isso de a eleição aqui ser decidida em Brasília. Aí você está conversando com um candidato ede repente muda tudo. Melhor é olhar para o nosso umbigo e lá na frente ver no que dá. A preocupação do PRP não é governador, é fazer de um a dois federais e de cinco a seis estaduais. 
– Alguns partidos montaram coligações com essa mesma proposta de buscar equilíbrio na chapa, mas parece que está desandando. Quando tem muito partido pode atrapalhar?
– Ainda temos muitos partidos de aluguel. Então isso se desfaz lá na frente. O partido que se prepara para coligar está condenado ao fracasso. O partido tem de ter chapa de candidatos, esquecer os outros partidos. A coligação é uma consequência do trabalho feito. Não achamos legal montar a coligação antes da chapa. Você vê coligações com 10 partidos e cinco candidatos. 
– Mas o deputado de vocês é Dary Pagung e ele é governista. Como será feita essa acomodação?
– Ele não é governista, ele é da base aliada, como ali todos são. O PRP é um partido em que as pessoas se sentem muito à vontade, mas a gente em casa pode resolver isso. Administramos isso e o Dary é muito compreensivo. 
– O partido tem quantas prefeituras?
– Temos três: Guima, em Pancas; Henrique Vargas, em São Gabriel da Palha; e Betinho, em Apiacá. 
– E o projeto para 2016?
– O projeto é fazer de 10 a 12.

– Como? Com os candidatos que estão disputando agora?
– Exatamente. As coisas vão dando certo. Você vai criando musculatura. O candidato vai ver o desempenho do partido e cria condições para garantir a entrada na disputa municipal. 
– Tem quantos vereadores?
– Temos 31 vereadores. Vários presidente de Câmaras, várias secretarias municipais. Está crescendo por si só.
– No município do seu irmão, como é o PRP?
– Lá ele fez o prefeito, o vice, dos noves vereadores fez cinco, e elegeu o presidente da Câmara. O pessoal antigo diz que ele fez barba, cabelo e bigode. Esta é a cidade mais republicada, perrepista do Brasil. 
– Essa dinâmica de trabalho é específica do PRP do Espírito Santo ou já é trabalhada pelo PRP nacional?
– O PRP deixa muito aberta esta questão. Promove seminários, já promoveu encontros nacionais aqui, com palestrantes. Ele deixa o partido no Estado muito à vontade. 
– Quantos deputados federais tem o partido?
– Três. 
– São de onde?
– Bahia, Rondônia...que é o Chico das Verduras, que ganhou a eleição em uma chapa como esta montada em Rondônia, com 1,8 votos. Eu fiz esta conta com ele em meia hora. É número, não tem como. Vamos eleger um pangaré, eleitoralmente falando, com 20 mil votos. E já está conversado com a nacional que este federal eleito pelo Espírito Santo será o líder do partido na Câmara. O PRP faz um deputado com pouco voto e ele não será baixo clero em Brasília. É um diferencial muito grande, porque não temos um candidato líder de partido na Câmara. 
– Desses federais, você aposta em quem?
– Não tem como apostar nem para federal e nem para estadual. Na eleição passada todos apostaram que Dary Pagung chegaria em primeiro, mas o Henrique, que nunca foi candidato a nada, venceu e chegou em primeiro e teve mais votos. Está muito equilibrado.
– E se acontecer esse fenômeno que está sendo esperado, de um grande número de brancos e nulos? 
– Aí a gente arrebenta a boca do balão...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

REVISTA REPUBLICANA, ano 4, no. 12, tiragem de dezembro/2013

MARCUS ALVES, Coordenador Político, é destaque na nova edição da REVISTA REPUBLICANA, do PRP NACIONAL, enfatizando seu incansável trabalho nas filiações realizadas pelo PRP/ES, especialmente a Miss Espírito Santo 2013 e Miss Brasil Simpatia 2013, Anne Volponi, e a Bilheteira Leniria Ribeiro, pessoa do povo que encontrou R$100 mil na rodoviária de Vitória e devolveu à proprietária.



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

JORNAL A TRIBUNA, 31/12/13

Marcus Alves, Coordenador Político, é notícia no jornal A TRIBUNA do último dia do ano de 2013 (31/12/13), com destaque para filiação da reserva moral da polícia militar capixaba, Coronel Inácio Daroz.