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sexta-feira, 11 de abril de 2014

A FESTA DA DEMOCRACIA QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES


Marcus Alves, Coordenador Político Estadual


Há 30 anos nosso país assistiu ao que foi considerado o “marco da democracia no Brasil”: o grandioso “Comício da Candelária”.

Apogeu do Movimento “Diretas Já” (1983-1984), o Comício realizado no dia 10/04/1984, durou cerca de 6 horas, contou com políticos, artistas, cobertura de redes de TV ao vivo e cerca de 1 milhão de participantes, tendo sido considerada na época “a maior manifestação política da história do Brasil”. O Comício foi encerrado às 22 horas com o Hino Nacional cantado pela cantora Fafá de Belém, fato amplamente explorado pelos meios de comunicação.

Era o final do período militar, iniciado no Golpe Militar de 1964. O povo não votava diretamente para Presidente da República. As eleições presidenciais eram decididas por um Colégio Eleitoral formado a partir do Congresso Nacional. 

Quem lançou a ideia do movimento “Diretas Já” foi o então Senador Teotônio Vilela, no Programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, em 1983, cujo objetivo pressionar o Congresso para aprovação da Proposta de Emenda Constitucional “Dante de Oliveira”, que queria instituir o voto direto para eleição presidencial. A ideia pegou fogo, e diversas manifestações populares começaram a pipocar em todo país. 

Em 1984 o Movimento ganhou massa e de acordo com uma pesquisa do IBOPE, 84% da população era a favor das “Diretas Já”. No dia 25/01/1984, dia do aniversário da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, houve uma manifestação com 1,5 milhão de pessoas, liderada por Tandredo Neves, Franco Montoro, Orestes Quércia, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Lula e Pedro Simon. E em 10/04/1984 foi a vez do grande “Comício da Candelária”, em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

O Presidente da República, na época, General João Figueiredo, classificou as “Diretas Já” como um movimento subversivo. Muitas repressões foram lançadas contra o movimento. Logo após “Comício da Candelária”, o povo amargou uma derrota: a Proposta de Emenda Constitucional “Dante de Oliveira” foi rejeitada pela Câmara dos Deputados no dia 25/04/1984, impedindo que a proposta seguisse para o Senado.

Em janeiro de 1985, no entanto, a esperança voltou com a eleição de Trancredo Neves para Presidente, ainda no formato indireto. Tratando-se Tancredo Neves de um civil (encerrando o ciclo de Presidentes militares) e um dos líderes do Movimento “Diretas Já”, sua eleição deu esperança ao povo, que lotou a frente do local da votação com bandeiras e gritos de guerra “Diretas Já”.

Tancredo Neves faleceu e seu vice, José Sarney, tornou-se Presidente da República. A campanha de Trancredo Neves foi nos moldes de eleição direta, com comícios, passeatas, atos públicos de grande participação popular e toda mídia a seu favor. Resultado, em 1989 sobreveio a primeira eleição direta para Presidente da República no período pós ditadura. De lá prá cá, o povo elegeu diretamente os presidentes Fernando Collor de Mello (sucedido pelo vice Itamar Franco após Impeachment), Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. 

O voto direto, portanto, é uma conquista de 30 anos, mas até hoje estamos à mercê de currais eleitorais, compra de votos por candidatos e concordância de eleitores em vender essa conquista tão suada.

Conclusão: o povo brasileiro ainda não aprendeu a votar. Engatinha no processo eleitoral, se deixa iludir com propostas vazias, reelege candidatos que não exerceram com dignidade seus mandatos e continua negociando o voto como moeda de troca para coisas de nenhum valor democrático, como camisetas, churrascos, cestas básicos, cargos, promessas de emprego e até mesmo dinheiro.

Mas esse mesmo povo tem a chave nas mãos. Estamos às portas de mais uma eleição, incluindo este ano o pleito presidencial. Tenho a firme convicção de que o povo está cansado de falsas campanhas e políticos profissionais. Acredito que o eleitor está mais consciente, e com certeza, mais sábio após várias experiências mal sucedidas. 

Temos este ano candidatos emergindo de lideranças populares, com bandeiras firmes, propostas decentes, especialmente em partidos menores, que abrem as portas para cidadãos comuns participarem do pleito. É a chance do povo apoiar bandeiras verdadeiras, projetos testados, propostas conscientes e candidatos sérios. 

Que nas eleições 2014 o eleitor saia de sua casa para votar no candidato que realmente o represente, com passado íntegro e trabalho comprovado. Este é o desejo de todo cidadão brasileiro. 

ESTA É A FESTA DA DEMOCRACIA QUE SE VÊ!


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