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| Marcus Alves, Coordenador Político do PRP-ES |
O que nós estamos respirando no Espírito Santo?
O “pó preto” é uma questão de saúde pública. O problema começou na década de 70. Segundo estudo feito na UFES, atualmente a poeira na Ilha do Boi é composta de 50% a 80% de partículas provenientes da siderurgia e vem aumentando. O tema é discutido incansavelmente em grupos sociais e veículos de comunicação, mas por mais que nosso povo lute, a solução é sempre adiada.
Agora estamos diante da instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pela Assembléia Legislativa, ocorrida no dia 23 de fevereiro, onde serão apuradas causas e conseqüências, bem como apontadas responsabilidades e responsáveis.
E qual a importância disso em nossas vidas? O “pó preto” é principalmente resultado do processo de obtenção de minério de ferro de nossas indústrias. Jogado no ar, polui o ambiente, enfeia nossa paisagem, traz sujeira, compromete nosso potencial turístico, é inalado pela população. Este último resultado é o mais preocupante, pois respirar diariamente estes resíduos químicos produz grave dano à saúde de nosso povo, que já registra inúmeras doenças respiratórias. Por outro lado, nossas indústrias são fonte de empregos e de progresso para nosso Estado.
O PRP-ES é um partido que há muito vem acolhendo várias frentes de trabalho. Deu sua contribuição para a queda do pedágio da 3ª ponte, atuou ativamente nas reivindicações das ruas de junho-julho/2013, levantou bandeiras importantíssimas mobilizadas através do PRP Mulher-ES, PRP Jovem-ES, PRP Segurança-ES, PRP Negro-ES, PRP Cultura-ES, PRP Agricultura-ES, PRP Saúde-ES.
A SAÚDE, por sua vez, está intimamente relacionada com as conseqüências do “pó preto”. Agora, pela militância ativa de nossos filiados junto ao PRP MEIO AMBIENTE-ES, o partido se une aos grupos sociais e políticos que desejam o fim desta maléfica poluição e do feio apelido que Vitória/ES vem ganhando: “capital do pó preto”. Vamos lutar para preservar nossas belezas naturais e nosso intrínseco direito ao bem estar, saúde, meio ambiente e qualidade de vida. Há meios de preservar nossa locomotiva industrial e simultaneamente proteger o ar que os capixabas respiram na Grande Vitória.
A solução não é acabar com a atividade produtiva, e sim, filtrar, proteger, instalar barreiras de vento, realocar os pontos de emissão de resíduos, principalmente por estarem no corredor do vento nordeste. Precisamos continuar crescendo e gerando empregos, mas precisamos acima de tudo fazer isso com saúde, beleza e bem estar.
Está é a luta contra o “pó preto” que se vê!
