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quarta-feira, 22 de maio de 2013

VILA VELHA QUE SE VÊ

Por Marcus Alves
Marcus Alves, Coordenador Político Estadual


Vila Velha faz aniversário... o que vamos comemorar?

Nossa cidade completa 438 anos no próximo dia 23 de maio, o que deveria ser motivo de festa. A meu ver, no entanto, temos pouco a celebrar.

Vila Velha nasceu no século XVI, quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região em suas caravelas. Na época, a região era disputada por três grupos indígenas antagônicos: os goiatacás, aimorés e os tupiniquins . O fundador de Vila Velha foi o português Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo. Chegou na atual Prainha, a bordo da caravela “Glória”, juntamente com 60 homens no dia 23 de maio de 1535. Na época, ao fundar a localidade, batizou de “Vila do Espírito Santo”, tornando-a capital. Em razão dos constantes ataques indígenas, franceses e holandeses, os portugueses decidiram em 1551 mudar a capital para a Ilha de Santo Antonio, na Baia de Vitória, atual cidade de Vitória, que hoje permanece capital do Estado do Espírito Santo.


Um pouco depois, em 1558, chegou à Prainha o Frei Pedro Palácios, natural de Medina do Rio Seco, Espanha, que anos mais tarde foi responsável pela construção no alto do morro da Penha. O frei encomendou de Lisboa uma imagem de Nossa Senhora que deu origem ao culto a Nossa Senhora da Penha. A pequena construção foi sendo melhorada ano a ano, até que se transformou no Convento da Penha, hoje um monumento religioso da arquitetura capixaba.

A origem da palavra capixaba é indígena e significa na língua tupi “área roçada, pronta para o plantio”. Os índios utilizavam essa palavra para fazer referência à sua plantação de mandioca e milho. Os portugueses, por sua vez, ouvindo a palavra, terminaram por apelidar os índios nativos de capixabas e o termo acabou se estendendo a todos os nascidos no Estado do Espírito Santo.

Vila Velha, por sua vez, tem sua população apelidada de “canela-verde”. Tudo começou quando três portugueses, recém-chegados, arregaçaram as barras das calças e desceram da nau para conferir profundidade para atracação. Ficaram com as canelas envolvidas por grossa camada de algas e a tripulação, em clara chacota, os denominou “canela-verde”, termo que acabou por denominar todos os nativos da cidade de Vila Velha.



Hoje existem três Vilas Velhas que os gestores não perceberam em sua magnitude e complexidade.

Existe uma Vila Velha que reúne em suas cores alegres a Praia da Costa, a Praia de Itapuã, Coqueiral de Itaparica e o Centro da cidade. Nesta Vila Velha, a vida é mais fácil, a administração mais atenta e os cidadãos mais satisfeitos. 

A segunda Vila Velha é a do entorno de Paul, Garrido, Cobilândia, Ibes e bairros vizinhos. Nela a vida começa a ficar difícil, os gestores públicos deixam a desejar e os cidadãos têm muito a reclamar.

Mas é na terceira Vila Velha que a situação é calamitosa. Na região da Grande Terra Vermelha vemos a ausência do poder público e cidadãos sem recursos, de olhares entristecidos.

É da característica de nosso povo a procura por dias melhores. Desde que o português Vasco Fernandes Coutinho fundou Vila Velha em 23 de maio 1535, nosso povo não está satisfeito com seus administradores, chegando ao cúmulo de, na eleição municipal de 1987, eleger um mosquito para Prefeito.

Mas os “canelas-verdes” mantém a esperança no futuro e aguardam respeito aos seus ideais de povo unido e trabalhador.

Na nossa história recente, podemos ver que passaram prefeitos que visaram orçamento participativo, outros iluminaram a orla de nossas praias, outros que avançaram na saúde e outros que implementaram o progresso industrial e tentaram solucionar o problemas das enchentes. Agora temos um novo que chega ao primeiro aniversário da cidade e deixa no ar uma grande expectativa, mas o problema da segurança e das chuvas ainda pairam sobre as frontes preocupadas de nossos cidadãos. 

Por Vila Velha ser a maior cidade do Espírito Santo e aqui ter começado o próprio Estado do Espírito Santo, creio que nós, canelas-verdes, devemos ter mais apoio dos poderes públicos Federal, Estadual e Municipal, para que Vila Velha não seja apenas uma cidade grande, mas uma grande cidade, uma única Vila Velha para todos!

PARABÉNS, VILA VELHA, QUE SE QUER VER!


Vila Velha antiga

Vila Velha antiga



Vista da Praia da Costa


Vista do Convento da Penha

Vila Velha escondida
Vila Velha escondida

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