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domingo, 2 de junho de 2013

O TREM QUE NÃO SE VÊ

Marcus Alves, Coordenador Político Estadual

Depois de D. Pedro II, nenhum outro governante brasileiro deu atenção às ferrovias. Embora a história e os historiadores não lhe deem a devida importância, considero D. Pedro II um dos maiores administradores deste país.

O enterro das ferrovias se deu no governo Juscelino Kubitschek, que se aliou aos americanos, suas montadoras de automóveis e rodovias, que tantas mortes trazem aos brasileiros. Alguns cronistas políticos afirmam que alguém “levou” um trem pagador cheio de dólares para se abandonar de vez as ferrovias.

Comparado a países de pequenas extensões como Bélgica, Holanda e outros, cortados por trens-balas e trens de carga, o Brasil, com suas dimensões continentais, deixa a desejar nos transportes ferroviários, um verdadeiro trem fora dos trilhos. Quanta economia se faria com trens de carga transportando soja, arroz, mármore, granito, automóveis, evitando as lentas e perigosas carretas-cegonha trafeguem, sem falar no perigo nas estradas. Trens cortam o Brasil de Norte a Sul, interligando com nossos portos.

Os trens de passageiros também são bem poucos; aqui na região só o famoso Vitoria/Minas, que tanta saudade traz a todos nós. Lamentavelmente o também famoso Trem da Leopoldina, que saia de Paul, passando por Cachoeiro de Itapemirim, Mimoso do Sul e indo para o Rio de Janeiro, se chama trem da saudade, pois descarrilou o sonho de se ir até Copacabana bem confortável. O ideal a termos trens-balas cortando as regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro Oeste e Sul. O preço da passagem é mais barato, tem mais segurança e a viagem mais agradável.

A Rede ferroviária brasileira possui 29.706 quilômetros de extensão em 22 Estados brasileiros. Nosso país chegou a possuir 34.207 km, porém as crises econômicas, os baixos investimentos no setor e o crescimento do transporte rodoviário fizeram com que parte da rede fosse simplesmente extinta.

Por outro lado, o Brasil possui rede de 1.751.868 km de rodovias por onde passam 56% das cargas, ocupando a quarta posição no mundo em rodovias e a quinta em produção da indústria automobilística, o que deixa os transportes ferroviário e fluvial em segundo plano de investimentos e utilização.

Mas pergunto: há na nossa fauna política algum animal (racional), que defenda as ferrovias? Não! Por quê? As indústrias de gasolina, óleo diesel e demais, bancam suas campanhas. Com isso o povo perde com passagens e pedágios cada vez mais caros.

Agora a ideia do trem que vai ligar Vila Velha ao Rio de Janeiro parece estar próxima de dar partida da estação. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu tomada de subsídios para ouvir sugestões sobre o traçado e as características da futura ferrovia, a EF-118. O trajeto pré-selecionado tem 551 quilômetros e corta 27 municípios no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, sendo 12 entre a Grande Vitoria e Sul do Estado. Sinceramente quero acreditar, mas como ferrovias é o trem fantasma dos políticos brasileiros, temo que o projeto não saia do papel.


Esse é o trem que não se vê.

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