Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/10/555338-prp+representa+contra+robson+vaillant.html
PRP representa contra Robson Vaillant
Com um único parlamentar na Assembleia Legislativa, o Partido Republicano Progressista (PRP) tomou a frente e decidiu protocolar na próxima terça-feira uma representação para que a Corregedoria da Casa apure as acusações do Ministério Público ...
Com um único parlamentar na Assembleia Legislativa, o Partido Republicano Progressista (PRP) tomou a frente e decidiu protocolar na próxima terça-feira uma representação para que a Corregedoria da Casa apure as acusações do Ministério Público Estadual (MPES) contra o deputado Robson Vaillant (DEM). O parlamentar é acusado de prática de "rachid" – que é a apropriação de parte ou de todo o salário de servidores – e de manter uma empregada doméstica nomeada em seu gabinete. Vaillant nega todas as acusações.
Conforme explicou o secretário-geral do PRP, Marcus Alves, a deliberação foi tomada em reunião da executiva regional realizada na última terça-feira. "O Espírito Santo está sendo passado a limpo. O governador Paulo Hartung (PMDB) acertou as instituições e não podemos deixar que a Assembleia volte a um passado ligado a sujeiras e ao crime organizado. A apuração tem que ser feita, doa a quem doer", salientou.
Providências
Marcus Alves explicou que o partido já estava acompanhando o caso e que os filiados estavam cobrando uma respostas, mas esperava uma providência da Mesa Diretora. "Como vimos que eles não se posicionaram, entendemos que é o nosso dever. Assim como a Ordem dos Advogado do Brasil (OAB) e o MPES, os partidos têm que estar inseridos nesse processo. As pessoas não podem cruzar os braços e deixar que atos dessa gravidade passem sem a devida atenção", avaliou. Alves lembrou que foi o PRP quem denunciou o esquema das associações.
O deputado Dary Pagung (PRP), terceiro secretário da Mesa Diretora, não participou da reunião. A executiva vai se encontrar novamente na manhã de terça-feira para finalizar os detalhes da representação. A legenda ainda pretende obter uma cópia oficial da ação para anexar ao pedido. No próximo dia 9 de novembro, é a vez do PT avaliar se apresenta um pedido semelhante na Assembleia.
A representação feita por partido que tenha membro no plenário tem força de cassar o mandato do parlamentar, pena máxima que pode ser aplicada pela corregedoria caso exista a comprovação das denúncias de irregularidades. Suplente, Pagung tomou posse em maio, com a saída de Elion Vargas que foi aprovado em concurso do MPES.
Na Justiça, a ação de improbidade foi distribuída na terça-feira para a 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, que tem como titular o juiz Artur José Neiva de Almeida.
"Não podemos deixar que a Assembleia volte a um passado ligado a sujeiras (...). A apuração tem que ser feita, doa a quem doer"
Marcus Alves Secretário-geral do PRP