Coordenador Político do PRP-ES
| Marcus Alves, Coordenador Político Estadual |
Nós, brasileiros, fomos brindados com uma triste notícia: O Brasil foi classificado pela 5ª vez consecutiva pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) como o pior país do mundo na aplicação de tributos em prol da qualidade de vida de seu povo.
A pesquisa comparou 30 países com a maior carga tributária do mundo. O cálculo faz uma ponderação entre o (Produto Interno Bruto) e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O objetivo é analisar o quanto do dinheiro arrecadado é revertido à população em termos de educação, renda e saúde.
Dentre os 30 países avaliados, Estados Unidos é o primeiro colocado na adequada utilização de tributos em prol do povo. Em 2º e 3º lugares estão Austrália e Coréia do Sul. Entre nossos vizinhos, Argentina ficou em 24º lugar e Uruguai em 13º. O Brasil vem depois, é o último colocado, ocupando o vergonhoso 30º lugar!
Claro que isso não é novidade. Mas ver o Brasil pontuado como o pior de todos nas últimas 5 avaliações, é desanimador. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), pagamos 33,75% de impostos nas passagens de ônibus; 24,02% na conta de água; 53,03% na gasolina, 48,28% na conta de luz e 32,31% num lanche rápido.
Dados da Receita Federal de 2012 indicam que a carga fiscal do brasileiro corresponde a 35,85% do que cada cidadão ganha. Ou seja, de 12 meses de trabalho por ano, o brasileiro paga de impostos o equivalente a 4 meses de trabalho. Sobram, portanto, 8 meses de renda livre.
Isso seria justo se tivessemos educação, saúde, transporte e serviços públicos e sociais de primeiro mundo. Mas não temos. Ao contrário, o cidadão é obrigado a pagar tudo duas vezes. Paga tributos e depois contrata convênios médicos particulares para ter um atendimento de saúde um pouco melhor. Paga impostos e tem que colocar filhos em escolares e universidades particulares. Em outras palavras, paga tudo dobrado e trabalha 04 meses de graça para o governo.
Conclusão: nosso país não devolve serviços de qualidade à população, não proporciona retorno à sociedade pelo suor de seu rosto. A arrecadação, quando não é desviada, é mal direcionada para programas sociais que servem de esmola e sustentam votos a determinados partidos e candidatos nas eleições.
A boa notícia é que nós podemos mudar isso. Temos a ferramenta nas mãos: o voto. Temos a oportunidade a cada 2 anos de mudar nossos destinos. E não podemos mais adiar. Nosso país precisa de boa gestão e de bons gestores. Precisa de leis melhores, de representantes dignos. De pessoas que assumam o poder com a convicção de que são funcionários do povo, um povo trabalhador, lutador, verdadeiro, que merece receber de volta retorno à altura de seu esforço e dos tributos pagos.
Tenho certeza que a eleição 2014 será diferente. Uma eleição de bandeiras, na qual o eleitor sairá de sua casa para votar em candidatos que representem lideranças emergidas do povo, candidatos que realmente tenham algo a oferecer, trabalhos sociais comprovados e projetos verdadeiros antes de estarem no poder. É a nossa chance, nossa oportunidade de fazer diferente e colocar o Brasil numa posição aceitável de conversão dos impostos em serviços públicos à altura do povo brasileiro.
Essa é minha convicção. Essa é minha verdade. Vamos deixar de ter um Estado Senhor para termos um Estado Servidor. É por isso que milito incansavelmente há 12 anos para formar um time de pessoas de valor. Vamos mudar essa realidade, e através do voto consciente, tirar nosso país do último lugar no ranking de qualidade de aplicação de recursos tributados em prol de cidadãos honrados, os brasileiros, que não desistem nunca.
Esse é o brasileiro que se vê!
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