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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

VITÓRIA/ES DESMORALIZADA QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES



Acordamos nesta segunda-feira (09/11) com a mais vergonhosa das notícias. Nossa belíssima capital capixaba estampada aos quatro cantos como a 1º colocada no ranking nacional de violência contra a mulheres, registrando 11,8 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes, o que correspondendo a 6 vezes a média mundial (2/100). Os números são do “Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres”, produzido pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais).

Essa é a mudança que o atual Prefeito prometeu ao povo de Vitória? Tornar nossa capital a mais violenta contra mulheres de todo o país? Mudamos sim, para pior. Mudamos sim, para deixar nosso povo amedrontado, alarmado e abandonado. Mudamos sim, para o que se pode definir como uma verdadeira tragédia social.

O povo de Vitória não merece este tratamento desumano. Vitória está envergonhada com esta notícia desastrosa nas capas dos principais jornais do país e do mundo. Com essa gestão desastrosa, desorganizada e sem nenhum planejamento, nos tornamos referência mundial de agressão contra mulheres. Nosso povo está humilhado e nossas mulheres, machucadas por este descaso e desrespeito sem tamanho. 

Precisamos arregaçar as mangas para combater esses índices com políticas públicas reais, e não apenas com notícias para enfeitar apresentações de power point. Precisamos de medidas capazes de tornar nossas mulheres mais seguras, mais consciente e mais críticas; com programas de capacitação que as tornem mais preparadas e mais competitivas no mercado de trabalho para adquirirem independência financeira e emocional de seus parceiros e familiares; com projetos efetivos que levem ao empoderamento da mulher, para possam chegar ao poder político e terem a oportunidade de criarem a aplicarem as leis para sua própria proteção; com formação de base para que nossas famílias reafirmem seus valores e os façam valer no núcleo familiar. 

O PRP MULHER-ES levanta essa bandeira para tornar nossa Vitória/ES mais segura, mais dinâmica, mais forte. Vamos fazer de nossa terra, tão rica em belezas naturais, um lugar melhor para se viver. Uma Vitória para todos! Essa é a verdadeira Vitória que queremos ver!

A SOLIDARIEDADE QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves, Presidente do PRP-ES

Marcus Alves, PRP-ES
Os momentos de grande apreensão que vem enfrentando nosso Estado vizinho, Minas Gerais, são indescritíveis, e nos solidarizamos com as famílias, trabalhadores e autoridades envolvidas neste desastre sem precedentes.

O Estado do Espírito Santo está apreensivo pela passagem dos rejeitos por nossas cidades, e nos compadecemos e arregaçamos as mangas perrepistas para levar de todas as formas possíveis segurança, apoio e socorro ao nosso povo. 

E meio a tanta tristeza, emerge a solidariedade do povo brasileiro. Pessoas de todas as classes sociais se levantam, para juntas, prestarem apoio da forma como podem.

Neste momento, estamos em oração junto com o povo mineiro e com o povo capixaba, pedindo a Deus que dê a todos proteção para suportar essa provação e que recompense todas as boas ações que surgem de todos os lados. Rezamos para que nem os mineiros, nem os capixabas, acumulem perdas que não possam ser reparadas.

domingo, 6 de setembro de 2015

07 DE SETEMBRO

por Marcus Alves, Presidente do PRP-ES


Hoje, 07 de setembro, dia de comemorar a independência do Brasil, vemos nosso país ser chacoalhado por um vendaval de crises: crise econômica, crise institucional, crise política, crise de governabilidade.


Os jornais nos bombardeiam 24 horas com notícias de corrupção, prisões, delações, e vamos ficando desanimados, vendo apenas problemas e dificuldades por todos os lados. 

Mas não podemos perder a esperança de um Brasil melhor. Não podemos nos esquecer que em nossas mãos estão as sementes do futuro. Mesmo diante de tantos revezes, somos nós que devemos arregaçar nossas mangas e transformar suor em conquistas.


Vamos junto que o futuro é agora! Vamos confiantes que é nossa a vitória! Vamos manter o olhar fixo no horizonte, pois obstáculos existem apenas para serem vencidos e sonhos existem para serem transformados em realidade.



sexta-feira, 12 de junho de 2015

REFORMA POLÍTICA

por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES



A Reforma Política está em pauta na Câmara dos Deputados e deve ter a atenção da população, pois afeta a vida dos brasileiros. A reforma, por alterar a Constituição Federal, precisa ser aprovada em 2 turnos pela Câmara dos Deputados, depois em 2 turnos pelo Senado, sempre com quorum de três quintos dos membros de cada Casa, para depois ser promulgada no Congresso Nacional. No momento, estamos acompanhando o 1º turno de votações na Câmara dos Deputados, que definiu os seguintes pontos até agora: 1) manutenção das coligações partidárias proporcionais (eleição de vereadores e deputados); 2) manutenção do voto proporcional; 3) fim da reeleição para cargos presidentes, governadores e prefeitos, mas os governadores que se elegeram pela primeira vez em 2014 e os prefeitos também pela primeira vez que se elegerão em 2016 ainda poderão tentar a reeleição; 4) financiamento de campanhas continua público e privado, mas pessoas jurídica só podem doar para partidos, e não diretamente para candidatos; 5) o voto continua sendo obrigatório; 5) o partidos que não tiver 1 deputado federal eleito não terá tempo de TV, nem fundo partidário (financiamento público); 6) os mandatos passarão de 4 para 5 anos, sendo que para prefeitos e vereadores a partir de 2020, para deputados a partir de 2022 e para senador a partir de 2027; 7) a posse de presidente será dia 05/01 e a de governadores dia 04/01 (e não mais no primeiro dia útil do ano seguinte à eleição); 8) foram reduzidas as idades para se concorrer a cargos públicos, governador passou de 30 para 29 anos, senador passou de 35 para 29 anos e deputados passou de 21 para 18 anos. Na próxima semana a Câmara Federal votará cota feminina na política, fidelidade partidária. O 2º turno de votação na Câmara está previsto para julho/15 e poderá ou não ratificar todos estes pontos. Depois, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) segue para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado e depois vai a plenário onde será votada também em 2 turnos, com quorum de 3 quintos dos senadores. Se tudo for ratificado, a PEC é promulgada e a Constituição Federal é alterada. Se pontos foram alterados pelo Senado, a proposta volta para a Câmara e o processo legislativo é reiniciado. Esta semana o Senado se manifestou contra a redução de seus mandatos de 8 para 5 anos e esta questão pode atrasar o encerramento da Reforma Política. Também esta semana o Ministro Dias Tofolli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que quanto à manutenção do financiamento de campanhas por empresas, a aprovação pelo Congresso não interfere no julgamento que o Supremo Tribunal Federal (STF) fará na Ação Direta de Inconstitucionalidade que quer derrubar esta modalidade de doação eleitoral. Para Marcus Alves, Presidente do PRP-ES, “estamos vivenciando uma época de grandes debates. É um desafio para todos os partidos, mas é também uma oportunidade para partidos que têm trabalho sólido, filiados engajados e bandeiras verdadeiras. O PRP-ES não teme as mudanças, ao contrário, as enfrentará com a firme convicção que é um partido que vem crescendo com o Espírito Santo, pois se baseia em trabalho, transparência e credibilidade.”

quinta-feira, 14 de maio de 2015

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES



A Grande Vitória está doente. Segundo dados da polícia civil, 33 mulheres foram assassinadas no Espírito Santo desde o início deste ano. Estes números superam mortes por tráfico de drogas. Conclui-se, tristemente, que o feminicídio é um grande mal em nossa terra, pois o Espírito Santo ocupa o 2º lugar no ranking nacional de violência contra a mulher. Precisamos combater esses índices com políticas públicas eficazes, com medidas educacionais que tornem nosso povo mais consciente e mais crítico, com programas de capacitação que tornem nossas mulheres mais preparadas e mais competitivas no mercado de trabalho, com formação de base para que nossas famílias reafirmem seus valores e os façam valer no núcleo familiar. O PRP-ES levanta essa bandeira e apóia projetos que tenham por objetivo tornar nosso Espírito Santo mais seguro para as mulheres, mais dinâmico, mais forte. Vamos fazer de nossa terra, tão rica de belezas naturais, um lugar melhor para se viver. Marcus Alves, Presidente do PRP-ES.



quinta-feira, 30 de abril de 2015

1º DE MAIO: O CIVISMO QUE SE VÊ!

Por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES

Marcus Alves, Presidente do PRP-ES
O Dia do Trabalho, 1º de Maio, é comemorado no Brasil oficialmente desde 1924, mas a data já era celebrada desde 1895. O feriado é registrado também em outros países do mundo, como França, Rússia, Portugal, Espanha, Japão.

Originalmente, o Dia do Trabalho deve-se à Greve Geral e manifestação pública de milhares de trabalhadores em Chicago (EUA) que teve início no dia 1º de maio de 1886. As reivindicações eram por condições menos abusivas de trabalho, como a redução de carga horária de 13 para 8 horas diárias. Nos dias que se seguiram, as manifestações foram combatidas com violência pela polícia e o resultado foram 18 mortos (12 manifestantes e 7 policiais) e dezenas feridos. O movimento alcançou o mundo nos anos seguintes e em 1889 operários parisienses (França) decidiram que o dia 1º de Maio seria dedicado à memória dos grevistas americanos.

Mas temos que refletir sobre o que significa este dia na conjuntura sócio-político-econômica atual. Estamos reverenciando lutas do passado. No entanto, nos dias atuais, 1º de Maio é o marco das manifestações, passeatas, movimentos, paralisações e também comemorações.  A nossa Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Decreto-Lei 5.452/1943, é datada de 1º de maio de 1943. Por vários anos, o reajuste do salário mínimo ocorreria no Dia do Trabalho. E todos os anos assistimos manifestações populares reivindicando diversas melhorias, tanto nos segmentos sindicais, como em diversos outros, no dia 1º de Maio.

Assim, 1º de Maio é um dia cívico, dedicado aos apelos populares. O país pára para comemorar o feriado e grupos civis e políticos retumbam seu brado por todo território brasileiro.

É, portanto, um dia para reflexão. É um dia para se falar, ouvir, avaliar. É um dia para formatar projetos, brigar por políticas públicas que dêem guarida às necessidades populares. Parece ser, inclusive, um dia em que os gestores públicos estão de olhos voltados para as reivindicações da população. Em síntese, é um dia de militância!

Especialmente num ano de Eleições Gerais, como é o caso de 2014, 1º de Maio é mais que um dia cívico: é um dia sagrado. Vamos reforçar nossos ideais e deflagrar nossas bandeiras por qualidade de vida, por governantes comprometidos, por legisladores competentes. Vamos repensar nosso passado, honrar a “clava forte” dos patriotas que nos antecederam e fazer acontecer, agora, um país melhor para vivermos.

Tenho certeza que o brasileiro está mais consciente. Tenho certeza que votará com convicção e responsabilidade nas Eleições 2014. Tenho certeza que sairá de sua casa para ir até a urna colocar um voto decisivo, responsável, em candidatos dignos, saídos do povo e comprometidos com causas verdadeiras.


Esse é civismo que se vê!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A TERCEIRIZAÇÃO QUE SE VÊ!

por Marcus Alves, Presidente do PRP-ES


Marcus Alves, Presidente do PRP-ES

Terceirização é um tema que temos visto e ouvido diariamente, mas muitos entendem pouco o que está acontecendo. 

O Projeto de Lei 4330/2004 tramita na Câmara dos Deputados e visa mudar o conceito de contratações nas empresas. Atualmente, só é permitida a terceirização das chamadas "atividades-meio", ou seja, atividades paralelas ao serviço ou produto principal da empresa, como por exemplo, segurança, limpeza. Neste caso, a empresa contrata outra empresa, que envia funcionários para prestar este serviços de limpeza, segurança, etc, de forma terceirizada, e quem paga salários e direitos trabalhistas destes empregados é a empresa contatada (terceirizada). 

Já as chamadas "atividades-fim", aquelas diretamente ligadas ao serviço ou produto oferecido pela empresa, não podem ser terceirizadas, a empresa deve contratar seus empregados, registrá-los e pagar diretamente a eles os direitos trabalhistas. 

Para entendermos melhor: uma loja que vende roupas, pode contratar serviço terceirizado de limpeza (atividade-meio), mas não pode contratar serviço terceirizado de vendedores (atividade-fim); uma indústria metalúrgica pode contratar serviço terceirizado de segurança (atividade-meio), mas não pode contratar metalúrgicos terceirizados (atividade-fim). 

Se o projeto de lei for aprovado, todas as atividades da empresa poderão ser terceirizadas, inclusive, as de fim. Seria, em resumo, uma subcontratação. 

A grande divergência gira em torno da proteção às vagas de trabalho e da garantia dos direitos trabalhistas. Os que defendem a terceirização das atividades-fim, alegam que nada irá mudar, pois as empresas terceirizadas pagarão aos empregados todos os direitos trabalhistas, normalmente. Já os que são contra, alegam que a terceirização das atividades-fim fechará postos de trabalho, reduzirá a vinculação profissional e planos de carreira de empregados dentro da empresa onde prestam o serviço e enfraquecerá os sindicatos. 

A questão é polêmica e vem dividindo o país. Temos, contudo, que refletir e ponderar sobre as consequências. Haverá realmente fechamento de postos de trabalho, ou a possibilidade de a empresa contratante arcar com menos encargos trabalhistas estimulará mais contratações? Haverá realmente prejuízo ao plano de carreira e a vinculação com a empresa, ou a terceirização permitirá que a empresa contratante realoque seus recursos, investindo em capacitação, abrindo mais oportunidades e premiando os melhores? A terceirização irá prejudicar o emprego ou reduzir o desemprego? Prejudicará o direito do trabalhador de reclamar judicialmente do descumprimento das regras trabalhistas ou nada mudará? 

O tema é polêmico e a melhor solução é aquela que protege o trabalhador, sem deixar de estimular o crescimento econômico, nosso motor social e ponto de apoio das famílias brasileiras.

domingo, 15 de março de 2015

O POVO NAS RUAS QUE SE VÊ III!

Por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES


Marcus Alves


O Brasil é um país que abriga um povo pacífico, que pouco registra em sua história manifestações populares tendentes a mudar a realidade sócio-econômico-política desigual.

Em outras partes do mundo tais movimentos são intensos, como o Movimento Negro norte-americano de Martin Luther King, com a “Marcha sobre Washington” de 1963, que reuniu 250 mil pessoas, resultando após alguns anos na conquista de direitos civis e políticos para negros americanos. As diversas manifestações populares contra o regime do Apartheid (1948-1994), África do Sul, que tornou famoso Nelson Mandela e especialmente a partir de 1989 passou a alcançar resultados contra a segregação racial. O “Panelaço”, na Argentina (2001), que levou o povo às ruas, com panelas nas mãos, exigindo a queda do Presidente Fernando De La Rúa, por ter este determinado o confisco dos depósitos bancários da população para conter crise financeira nacional. A “Revolução Amarelo-Laranja” (2007), levou monges budistas a protestarem contra a precária situação econômica de Mianmar (antiga Birmânia), movimento que representou o maior levante popular do Sudeste Asiático. A insurreição popular na Geórgia (2007), que reuniu cerca de 40 mil pessoas nas ruas levando à convocação de eleições parlamentares antecipadas contra o Presidente Mikhail Saakashvili. Os protestos em Teerã (2009), que levaram o povo iraniano às ruas por 10 dias para pedir queda do Presidente Mahmoud Ahmadinejad, que segundo a oposição foi reeleito com fraude e corrupção. Os “Camisas Vermelhas” da Tailândia (2010), reuniram cerca de 65 mil manifestantes por uma semana na capital tailandesa para exigir a renúncia do governo. As manifestações na Tunísia (2011) que levaram o Presidente Zine al-Abidine Ben Ali a renunciar, depois de 23 anos no poder e fugir para a Arábia Saudita. Os protestos no Egito (2011) que obrigaram o Presidente Hosni Mubarak a renunciar depois de 30 anos à frente do governo.

No Brasil, registramos poucas manifestações populares se levarmos em conta suas proporções continentais e sua população diversificada. 

Temos a Revolta da Vacina (1904), mobilizada pelo sanitarista Osvaldo Cruz, que para evitar a continuidade das epidemias organizou protestos de milhares de pessoas nas ruas, tornando a vacinação contra a varíola obrigatória. O suicídio de Getúlio Vargas (1954), que com sua carta-testamento fazendo ferrenhas críticas aos seus opositores levou cerca de 3 milhões de pessoas a protestarem nas ruas de várias cidades do país. A “Marcha da Família” que em 1964 arregimentou quase 500 mil pessoas contra o presidente João Goulart e a “Marcha da Vitória”, que poucos dias depois reuniu cerca de 1 milhão de manifestantes para comemorar a queda do Presidente. Os grandes Comícios das “Diretas Já” (1984), que tiveram a participação de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas (1 milhão no Rio e 1,5 em São Paulo), tendo sido considerado o maior movimento popular brasileiro, impulsionando a aprovação da nova Constituição Federal de 1988. O “Impeachment” do Presidente Fernando Collor (1992), deflagrado pelo movimento dos “caras pintadas”, reunindo cerca de 750 mil jovens de todo o país.

Em junho/2013 vimos um novo movimento nas ruas de todo Brasil, o “Movimento Passe Livre”, resultado de comunicação “on line” via redes sociais, especialmente Facebook. O movimento começou contra o aumento das tarifas de ônibus e terminaram como um brado contra todos os problemas sociais: saúde deficiente, transporte público precário, pouco estímulo à criação de postos de trabalho, impostos impagáveis, corrupção espalhada por todos os órgãos públicos. Em julho/2013, vimos uma carona ao Movimento tomada pelos sindicatos, cuja repercussão não teve efeito social e econômico.

Apenas 2 anos depois, estamos assistindo agora a outro movimento convocado via redes sociais, que neste domingo (15), leva milhares de pessoas às ruas de todos os Estados e em várias cidade de nosso país. O movimento protesta contra a política econômica instalada logo no primeiro trimestre do segundo mandato da Presidenta Dilma, em razão de aumentos de energia, juros, combustíveis, alterações nos benefícios sociais (seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte), alta da inflação e do desemprego, aumento da contribuição previdência para empresas, alta do dólar, rebaixamento de nota de crédito da Petrobrás, greve de caminhoneiros, previsão de queda do PIB, quês se mantiver a projeção, só vai superar a Era Collor (plena recessão e impeachment) e a Era Floriano Peixoto (época de revoltas armadas). 

Seria realmente muito bom as demandas populares fossem priorizadas pelos representantes eleitos, tanto do poder administrativo, quanto do legislativo. Normalmente, os tais “representantes do povo” acabam se perdendo na rede de interesses que envenenam os corredores do planalto e do congresso. 

Resultado disso: um povo sofrido, oprimido, cheio de necessidades não atendidas, que luta bravamente para sobreviver apesar dos péssimos serviços públicos oferecidos pelo país que registra uma das cargas tributárias mais pesadas do planeta.

O sábio Ulysses Guimarães dizia “a única coisa que mete medo em político é o povo na rua”.

Vamos acompanhar e esperar que a que mobilização do povo mostre que governar não é uma arte em prol de minorias, e sim, da maioria. Que por meio do mandato concedido pelo voto, entendam que governar é um ato de servir, e não de ser servido. 

Este é o povo nas ruas que se vê!

terça-feira, 3 de março de 2015

O ESPAÇO CONQUISTADO QUE SE VÊ!

por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES



Marcus Alves, Presidente do PRP-ES

Na sessão da última segunda-feira (02), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o Presidente Theodorico Ferraço (DEM) indeferiu o pedido formulado em questão de ordem levantada pelo parlamentar Sandro Locutor (PPS) acerca de eventual descumprimento da proporcionalidade na composição de Comissões da Casa. 

A polêmica se instalou porque os Deputados Estaduais do PRP, Dary Pagung, Almir Vieira​ e Dr. Hudson Leal integram várias comissões dentro do Parlamento, como Saúde, Turismo, Finanças, Defesa da Cidadania e Direitos Humanos, Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e também as CPIs do Pó Preto (Dary Pagung é relator) e do Transcol (Almir Vieira é vice-presidente), além da eleição de Hudson Leal​ para Corregedor-Geral da casa. 

A polêmica, inclusive, foi objeto de matéria veiculada pelo Jornal Século Diário, com o tema “PRP: de surpresa eleitoral à ‘boca de baleia’ da Assembleia Legislativa”, dia 28/02/15, na qual o jornal destaca o franco crescimento do PRP-ES, "O partido tem a segunda maior bancada, com três deputados: Dary Pagung, Almir Vieira e Hudson Leal, que tem irritado os colegas (...) Em 2010, o partido voltou a surpreender, reelegendo Pagung e ganhando mais uma cadeira com o hoje prefeito de São Gabriel da Palha, Henrique Vargas. Em 2014, o PRP já era um partido temido pelas lideranças, e com razão. Além de garantir mais um mandato a Dary Pagung, elegeu ainda Almir Vieira e Hudson Leal. Mas não é o sucesso eleitoral do partido que vem incomodando os colegas." A matéria também pontuou que, para alguns, o partido estaria descumprindo acordos para ocupar tais cargos. 

A decisão do Presidente da Casa, Theodorico Ferraço, contudo, encerra a polêmica, pois conforme divulgado pela Assessoria da Assembleia, a decisão se baseou "num parecer elaborado pela Procuradoria Geral da Casa, que teve fundamento nas constituições Estadual e Federal, e no Regimento Interno da Ales (...) a constituição do Bloco Parlamentar respeitou as normas ditadas pelo Regimento Interno e a formação das comissões permanentes e temporárias seguiram fielmente os ditames constitucionais”. 

Assim, o PRP-ES não está abocanhando espaços indevidamente, nem descumprindo acordos. O PRP-ES está apenas está participando das Comissões e debates que a Assembleia coloca em pauta, participando de Comissões que se afinam com as bandeiras do partido. 

O PRP-ES é um partido que cresceu com suor e não tem manchas. Não há notícia, em nosso Estado, de mandatários que usaram indevidamente de seus cargos. Não fazemos acordos para trocar um cargo por outro. E com isso, estamos crescendo com bandeiras, respeitando o voto recebido do eleitor e fazendo o trabalho digno do mandato investido democraticamente. Somos a 2a maior bancada da Assembleia, e naturalmente, esta conquista incomoda, mas vamos continuar trabalhando com lisura, respeito, credibilidade, transparência, só que não vamos nos deter diante de desafios, nem deixar de participar de espaços dos quais participamos dentro da legalidade e da competência de nossos parlamentares.




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O PÓ PRETO QUE SE VÊ!

Marcus Alves, Coordenador Político do PRP-ES
O que nós estamos respirando no Espírito Santo? 


O “pó preto” é uma questão de saúde pública. O problema começou na década de 70. Segundo estudo feito na UFES, atualmente a poeira na Ilha do Boi é composta de 50% a 80% de partículas provenientes da siderurgia e vem aumentando. O tema é discutido incansavelmente em grupos sociais e veículos de comunicação, mas por mais que nosso povo lute, a solução é sempre adiada. 

Agora estamos diante da instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pela Assembléia Legislativa, ocorrida no dia 23 de fevereiro, onde serão apuradas causas e conseqüências, bem como apontadas responsabilidades e responsáveis. 

E qual a importância disso em nossas vidas? O “pó preto” é principalmente resultado do processo de obtenção de minério de ferro de nossas indústrias. Jogado no ar, polui o ambiente, enfeia nossa paisagem, traz sujeira, compromete nosso potencial turístico, é inalado pela população. Este último resultado é o mais preocupante, pois respirar diariamente estes resíduos químicos produz grave dano à saúde de nosso povo, que já registra inúmeras doenças respiratórias. Por outro lado, nossas indústrias são fonte de empregos e de progresso para nosso Estado.

O PRP-ES é um partido que há muito vem acolhendo várias frentes de trabalho. Deu sua contribuição para a queda do pedágio da 3ª ponte, atuou ativamente nas reivindicações das ruas de junho-julho/2013, levantou bandeiras importantíssimas mobilizadas através do PRP Mulher-ES, PRP Jovem-ES, PRP Segurança-ES, PRP Negro-ES, PRP Cultura-ES, PRP Agricultura-ES, PRP Saúde-ES.

A SAÚDE, por sua vez, está intimamente relacionada com as conseqüências do “pó preto”. Agora, pela militância ativa de nossos filiados junto ao PRP MEIO AMBIENTE-ES, o partido se une aos grupos sociais e políticos que desejam o fim desta maléfica poluição e do feio apelido que Vitória/ES vem ganhando: “capital do pó preto”. Vamos lutar para preservar nossas belezas naturais e nosso intrínseco direito ao bem estar, saúde, meio ambiente e qualidade de vida. Há meios de preservar nossa locomotiva industrial e simultaneamente proteger o ar que os capixabas respiram na Grande Vitória.

A solução não é acabar com a atividade produtiva, e sim, filtrar, proteger, instalar barreiras de vento, realocar os pontos de emissão de resíduos, principalmente por estarem no corredor do vento nordeste. Precisamos continuar crescendo e gerando empregos, mas precisamos acima de tudo fazer isso com saúde, beleza e bem estar.

Está é a luta contra o “pó preto” que se vê!