Hoje não é feriado, mas se comemora o Descobrimento do Brasil. Foi no dia 22 de abril de 1500 que Pedro Álvares Cabral chegou nestas terras. Durante muito tempo, esse fato foi interpretado como o resultado de um acaso, um erro náutico de homens que se lançaram rumo à Índia e inesperadamente vieram aportar aqui. Mas há muitas outras questões por trás desta versão. Na época, a Coroa Portuguesa estava envolvida numa acirrada disputa econômica com países que disputavam os avanços tecnológicos e descobrimento de novas terras das viagens marítimas. Com isso, novas terras eram segredos de Estado. No ano de 1500, o rei português Dom Manuel I autorizou o navegador Pedro Álvares Cabral a organizar uma esquadra com 8 naus, 2 caravelas, 1 navio de mantimentos e 1 caravela mercante e 1500 homens e seguir para a Índia. Entre os homens, estavam capitães, tripulantes, soldados e padres. Contudo, mesmo estando muito bem amparada, a esquadra de Cabral repentinamente mudou a marítima. As embarcações se distanciaram da costa africana e realizaram uma passagem pela ilha atlântica de Cabo Verde. Depois disso, seguiram uma viagem tranquila que percorreu 3600 quilômetros a oeste. Depois de 30 dias os navegantes portugueses avistaram o famoso Monte Pascoal. Chegando ao território brasileiro, inicialmente chamado de “Vera Cruz”, o escrivão oficial, Pero Vaz de Caminha, se pôs a tecer um relato sobre as terras, mas sem citar nenhum tipo de surpresa por parte de seus companheiros. Depois do reconhecimento das terras, Pedro Álvares Cabral não fez questão de contar pessoalmente sobre a presença de “novas terras” a oeste. Ao invés disso, partiu para a Índia e mandou o navegante Gaspar Lemos oficializar a descoberta levando a carta de Pero Vaz ao rei.

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