Coordenador Político do PRP-ES
Hoje, 21 de abril, nosso feriado nacional se destina a comemorar o enforcamento do mártir brasileiro, Joaquim José da Silva Xavier, alcunhado de Tiradentes.
Menino que perdeu os pais muito cedo, sua vida foi pautada pelas frustrações e pela luta. Teve as terras da família confiscadas por dívidas. Foi mascate, minerador, sócio de uma botica (farmácia) e dentista que atendia aos pobres. Alistou-se na tropa da Capitania de Minas Gerais, mas nunca conseguiu uma promoção para oficial e perdeu a função de marechal da patrulha, ficando no cargo raso de alferes, mais baixa patente do oficialato da época. Tentou propor a canalização dos rios Maracanã e Andaraí, no Rio de Janeiro, mas teve suas propostas recusadas.
O desprezo por suas tentativas o fez desejar a independência do Brasil-Colônia. Além da libertação, Tiradentes também era um republicano, que desejava o fim do império e a substituição por governantes eleitos pelo povo.
Na época, ouro, prata, pedras preciosas, matérias-primas, riquezas brasileiras, eram todas enviadas para Portugal. Não bastasse isso, Portugal ainda cobrava caríssimos impostos da população.
O movimento de libertação e implantação de um governo republicano, denominado “Inconfidência Mineira”, tornou-se mais ostensivo e arriscado. Mas em 15 de março de 1789, um de seus membros, Joaquim Silvério dos Reis, delatou o Movimento à Coroa Portuguesa em troca do perdão de suas dívidas de impostos.
Tiradentes assumiu toda a culpa e foi o único a ser sentenciado à morte. Os demais inconfidentes foram condenados por crime de “lesa-majestade” e degredados.
Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792. Após, seu corpo foi cortado em 4 partes espalhadas ao longo do caminho entre Rio de Janeiro e Vila Rica (atual Ouro Preto, Minas Gerais). A cabeça foi pendurada no centro da cidade de Vila Rica. As autoridades destruíram a casa em que Tiradentes morou e jogaram sal no terreno para que nada crescesse ali
O reconhecimento que Tiradentes não conseguiu em vida, lhe veio na morte. O mártir da “Inconfidência Mineira” tornou-se um ícone mítico da liberdade sócio-política. A imagem do homem barbudo, de camisolão branco, povoa nosso imaginário como lema da independência de toda e qualquer opressão.
Mas o lema do Movimento, “Liberdade ainda que tardia”, infelizmente ainda não é amplamente vivenciado pelo povo brasileiro.
Temos uma falsa liberdade, representada pelo direito constitucional de ir e vir, pela possibilidade de professar religiões sem interferência, pela opção sexual livre, pela independência de mulheres e negros, pelo respeito a crianças e idosos.
Mas liberdade é só isso? Creio que liberdade é um conceito muito amplo, que para ser aplicado à condição de um povo, precisa de mais elementos. Educação digna, saúde para todos, capacitação profissional garantida, políticas públicas que alcancem as reais necessidades da população, moradia decente, condições econômicas que viabilizem a todos alcançarem seus sonhos, oferta de crédito com juros que possam ser pagos sem sacrifícios sobre-humanos...
A liberdade que temos é superficial. Precisamos lutar pela liberdade real, aquela que nos dará uma vida plena, com serviços públicos eficazes, com condições sociais aceitáveis para jovens, adultos e idosos.
É por isso que luto, milito na política e continuo tendo esperança de levar pessoas de bem ao poder político, que farão de nossas Cidades, Estados e de nosso País lugares melhores para se viver.
Essa é a liberdade ainda que tardia que se vê!
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| Marcus Alves |
Hoje, 21 de abril, nosso feriado nacional se destina a comemorar o enforcamento do mártir brasileiro, Joaquim José da Silva Xavier, alcunhado de Tiradentes.
Menino que perdeu os pais muito cedo, sua vida foi pautada pelas frustrações e pela luta. Teve as terras da família confiscadas por dívidas. Foi mascate, minerador, sócio de uma botica (farmácia) e dentista que atendia aos pobres. Alistou-se na tropa da Capitania de Minas Gerais, mas nunca conseguiu uma promoção para oficial e perdeu a função de marechal da patrulha, ficando no cargo raso de alferes, mais baixa patente do oficialato da época. Tentou propor a canalização dos rios Maracanã e Andaraí, no Rio de Janeiro, mas teve suas propostas recusadas.
O desprezo por suas tentativas o fez desejar a independência do Brasil-Colônia. Além da libertação, Tiradentes também era um republicano, que desejava o fim do império e a substituição por governantes eleitos pelo povo.
Na época, ouro, prata, pedras preciosas, matérias-primas, riquezas brasileiras, eram todas enviadas para Portugal. Não bastasse isso, Portugal ainda cobrava caríssimos impostos da população.
O movimento de libertação e implantação de um governo republicano, denominado “Inconfidência Mineira”, tornou-se mais ostensivo e arriscado. Mas em 15 de março de 1789, um de seus membros, Joaquim Silvério dos Reis, delatou o Movimento à Coroa Portuguesa em troca do perdão de suas dívidas de impostos.
Tiradentes assumiu toda a culpa e foi o único a ser sentenciado à morte. Os demais inconfidentes foram condenados por crime de “lesa-majestade” e degredados.
Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792. Após, seu corpo foi cortado em 4 partes espalhadas ao longo do caminho entre Rio de Janeiro e Vila Rica (atual Ouro Preto, Minas Gerais). A cabeça foi pendurada no centro da cidade de Vila Rica. As autoridades destruíram a casa em que Tiradentes morou e jogaram sal no terreno para que nada crescesse ali
O reconhecimento que Tiradentes não conseguiu em vida, lhe veio na morte. O mártir da “Inconfidência Mineira” tornou-se um ícone mítico da liberdade sócio-política. A imagem do homem barbudo, de camisolão branco, povoa nosso imaginário como lema da independência de toda e qualquer opressão.
Mas o lema do Movimento, “Liberdade ainda que tardia”, infelizmente ainda não é amplamente vivenciado pelo povo brasileiro.
Temos uma falsa liberdade, representada pelo direito constitucional de ir e vir, pela possibilidade de professar religiões sem interferência, pela opção sexual livre, pela independência de mulheres e negros, pelo respeito a crianças e idosos.
Mas liberdade é só isso? Creio que liberdade é um conceito muito amplo, que para ser aplicado à condição de um povo, precisa de mais elementos. Educação digna, saúde para todos, capacitação profissional garantida, políticas públicas que alcancem as reais necessidades da população, moradia decente, condições econômicas que viabilizem a todos alcançarem seus sonhos, oferta de crédito com juros que possam ser pagos sem sacrifícios sobre-humanos...
A liberdade que temos é superficial. Precisamos lutar pela liberdade real, aquela que nos dará uma vida plena, com serviços públicos eficazes, com condições sociais aceitáveis para jovens, adultos e idosos.
É por isso que luto, milito na política e continuo tendo esperança de levar pessoas de bem ao poder político, que farão de nossas Cidades, Estados e de nosso País lugares melhores para se viver.
Essa é a liberdade ainda que tardia que se vê!

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