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domingo, 15 de março de 2015

O POVO NAS RUAS QUE SE VÊ III!

Por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES


Marcus Alves


O Brasil é um país que abriga um povo pacífico, que pouco registra em sua história manifestações populares tendentes a mudar a realidade sócio-econômico-política desigual.

Em outras partes do mundo tais movimentos são intensos, como o Movimento Negro norte-americano de Martin Luther King, com a “Marcha sobre Washington” de 1963, que reuniu 250 mil pessoas, resultando após alguns anos na conquista de direitos civis e políticos para negros americanos. As diversas manifestações populares contra o regime do Apartheid (1948-1994), África do Sul, que tornou famoso Nelson Mandela e especialmente a partir de 1989 passou a alcançar resultados contra a segregação racial. O “Panelaço”, na Argentina (2001), que levou o povo às ruas, com panelas nas mãos, exigindo a queda do Presidente Fernando De La Rúa, por ter este determinado o confisco dos depósitos bancários da população para conter crise financeira nacional. A “Revolução Amarelo-Laranja” (2007), levou monges budistas a protestarem contra a precária situação econômica de Mianmar (antiga Birmânia), movimento que representou o maior levante popular do Sudeste Asiático. A insurreição popular na Geórgia (2007), que reuniu cerca de 40 mil pessoas nas ruas levando à convocação de eleições parlamentares antecipadas contra o Presidente Mikhail Saakashvili. Os protestos em Teerã (2009), que levaram o povo iraniano às ruas por 10 dias para pedir queda do Presidente Mahmoud Ahmadinejad, que segundo a oposição foi reeleito com fraude e corrupção. Os “Camisas Vermelhas” da Tailândia (2010), reuniram cerca de 65 mil manifestantes por uma semana na capital tailandesa para exigir a renúncia do governo. As manifestações na Tunísia (2011) que levaram o Presidente Zine al-Abidine Ben Ali a renunciar, depois de 23 anos no poder e fugir para a Arábia Saudita. Os protestos no Egito (2011) que obrigaram o Presidente Hosni Mubarak a renunciar depois de 30 anos à frente do governo.

No Brasil, registramos poucas manifestações populares se levarmos em conta suas proporções continentais e sua população diversificada. 

Temos a Revolta da Vacina (1904), mobilizada pelo sanitarista Osvaldo Cruz, que para evitar a continuidade das epidemias organizou protestos de milhares de pessoas nas ruas, tornando a vacinação contra a varíola obrigatória. O suicídio de Getúlio Vargas (1954), que com sua carta-testamento fazendo ferrenhas críticas aos seus opositores levou cerca de 3 milhões de pessoas a protestarem nas ruas de várias cidades do país. A “Marcha da Família” que em 1964 arregimentou quase 500 mil pessoas contra o presidente João Goulart e a “Marcha da Vitória”, que poucos dias depois reuniu cerca de 1 milhão de manifestantes para comemorar a queda do Presidente. Os grandes Comícios das “Diretas Já” (1984), que tiveram a participação de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas (1 milhão no Rio e 1,5 em São Paulo), tendo sido considerado o maior movimento popular brasileiro, impulsionando a aprovação da nova Constituição Federal de 1988. O “Impeachment” do Presidente Fernando Collor (1992), deflagrado pelo movimento dos “caras pintadas”, reunindo cerca de 750 mil jovens de todo o país.

Em junho/2013 vimos um novo movimento nas ruas de todo Brasil, o “Movimento Passe Livre”, resultado de comunicação “on line” via redes sociais, especialmente Facebook. O movimento começou contra o aumento das tarifas de ônibus e terminaram como um brado contra todos os problemas sociais: saúde deficiente, transporte público precário, pouco estímulo à criação de postos de trabalho, impostos impagáveis, corrupção espalhada por todos os órgãos públicos. Em julho/2013, vimos uma carona ao Movimento tomada pelos sindicatos, cuja repercussão não teve efeito social e econômico.

Apenas 2 anos depois, estamos assistindo agora a outro movimento convocado via redes sociais, que neste domingo (15), leva milhares de pessoas às ruas de todos os Estados e em várias cidade de nosso país. O movimento protesta contra a política econômica instalada logo no primeiro trimestre do segundo mandato da Presidenta Dilma, em razão de aumentos de energia, juros, combustíveis, alterações nos benefícios sociais (seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte), alta da inflação e do desemprego, aumento da contribuição previdência para empresas, alta do dólar, rebaixamento de nota de crédito da Petrobrás, greve de caminhoneiros, previsão de queda do PIB, quês se mantiver a projeção, só vai superar a Era Collor (plena recessão e impeachment) e a Era Floriano Peixoto (época de revoltas armadas). 

Seria realmente muito bom as demandas populares fossem priorizadas pelos representantes eleitos, tanto do poder administrativo, quanto do legislativo. Normalmente, os tais “representantes do povo” acabam se perdendo na rede de interesses que envenenam os corredores do planalto e do congresso. 

Resultado disso: um povo sofrido, oprimido, cheio de necessidades não atendidas, que luta bravamente para sobreviver apesar dos péssimos serviços públicos oferecidos pelo país que registra uma das cargas tributárias mais pesadas do planeta.

O sábio Ulysses Guimarães dizia “a única coisa que mete medo em político é o povo na rua”.

Vamos acompanhar e esperar que a que mobilização do povo mostre que governar não é uma arte em prol de minorias, e sim, da maioria. Que por meio do mandato concedido pelo voto, entendam que governar é um ato de servir, e não de ser servido. 

Este é o povo nas ruas que se vê!

terça-feira, 3 de março de 2015

O ESPAÇO CONQUISTADO QUE SE VÊ!

por Marcus Alves
Presidente do PRP-ES



Marcus Alves, Presidente do PRP-ES

Na sessão da última segunda-feira (02), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o Presidente Theodorico Ferraço (DEM) indeferiu o pedido formulado em questão de ordem levantada pelo parlamentar Sandro Locutor (PPS) acerca de eventual descumprimento da proporcionalidade na composição de Comissões da Casa. 

A polêmica se instalou porque os Deputados Estaduais do PRP, Dary Pagung, Almir Vieira​ e Dr. Hudson Leal integram várias comissões dentro do Parlamento, como Saúde, Turismo, Finanças, Defesa da Cidadania e Direitos Humanos, Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e também as CPIs do Pó Preto (Dary Pagung é relator) e do Transcol (Almir Vieira é vice-presidente), além da eleição de Hudson Leal​ para Corregedor-Geral da casa. 

A polêmica, inclusive, foi objeto de matéria veiculada pelo Jornal Século Diário, com o tema “PRP: de surpresa eleitoral à ‘boca de baleia’ da Assembleia Legislativa”, dia 28/02/15, na qual o jornal destaca o franco crescimento do PRP-ES, "O partido tem a segunda maior bancada, com três deputados: Dary Pagung, Almir Vieira e Hudson Leal, que tem irritado os colegas (...) Em 2010, o partido voltou a surpreender, reelegendo Pagung e ganhando mais uma cadeira com o hoje prefeito de São Gabriel da Palha, Henrique Vargas. Em 2014, o PRP já era um partido temido pelas lideranças, e com razão. Além de garantir mais um mandato a Dary Pagung, elegeu ainda Almir Vieira e Hudson Leal. Mas não é o sucesso eleitoral do partido que vem incomodando os colegas." A matéria também pontuou que, para alguns, o partido estaria descumprindo acordos para ocupar tais cargos. 

A decisão do Presidente da Casa, Theodorico Ferraço, contudo, encerra a polêmica, pois conforme divulgado pela Assessoria da Assembleia, a decisão se baseou "num parecer elaborado pela Procuradoria Geral da Casa, que teve fundamento nas constituições Estadual e Federal, e no Regimento Interno da Ales (...) a constituição do Bloco Parlamentar respeitou as normas ditadas pelo Regimento Interno e a formação das comissões permanentes e temporárias seguiram fielmente os ditames constitucionais”. 

Assim, o PRP-ES não está abocanhando espaços indevidamente, nem descumprindo acordos. O PRP-ES está apenas está participando das Comissões e debates que a Assembleia coloca em pauta, participando de Comissões que se afinam com as bandeiras do partido. 

O PRP-ES é um partido que cresceu com suor e não tem manchas. Não há notícia, em nosso Estado, de mandatários que usaram indevidamente de seus cargos. Não fazemos acordos para trocar um cargo por outro. E com isso, estamos crescendo com bandeiras, respeitando o voto recebido do eleitor e fazendo o trabalho digno do mandato investido democraticamente. Somos a 2a maior bancada da Assembleia, e naturalmente, esta conquista incomoda, mas vamos continuar trabalhando com lisura, respeito, credibilidade, transparência, só que não vamos nos deter diante de desafios, nem deixar de participar de espaços dos quais participamos dentro da legalidade e da competência de nossos parlamentares.




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O PÓ PRETO QUE SE VÊ!

Marcus Alves, Coordenador Político do PRP-ES
O que nós estamos respirando no Espírito Santo? 


O “pó preto” é uma questão de saúde pública. O problema começou na década de 70. Segundo estudo feito na UFES, atualmente a poeira na Ilha do Boi é composta de 50% a 80% de partículas provenientes da siderurgia e vem aumentando. O tema é discutido incansavelmente em grupos sociais e veículos de comunicação, mas por mais que nosso povo lute, a solução é sempre adiada. 

Agora estamos diante da instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pela Assembléia Legislativa, ocorrida no dia 23 de fevereiro, onde serão apuradas causas e conseqüências, bem como apontadas responsabilidades e responsáveis. 

E qual a importância disso em nossas vidas? O “pó preto” é principalmente resultado do processo de obtenção de minério de ferro de nossas indústrias. Jogado no ar, polui o ambiente, enfeia nossa paisagem, traz sujeira, compromete nosso potencial turístico, é inalado pela população. Este último resultado é o mais preocupante, pois respirar diariamente estes resíduos químicos produz grave dano à saúde de nosso povo, que já registra inúmeras doenças respiratórias. Por outro lado, nossas indústrias são fonte de empregos e de progresso para nosso Estado.

O PRP-ES é um partido que há muito vem acolhendo várias frentes de trabalho. Deu sua contribuição para a queda do pedágio da 3ª ponte, atuou ativamente nas reivindicações das ruas de junho-julho/2013, levantou bandeiras importantíssimas mobilizadas através do PRP Mulher-ES, PRP Jovem-ES, PRP Segurança-ES, PRP Negro-ES, PRP Cultura-ES, PRP Agricultura-ES, PRP Saúde-ES.

A SAÚDE, por sua vez, está intimamente relacionada com as conseqüências do “pó preto”. Agora, pela militância ativa de nossos filiados junto ao PRP MEIO AMBIENTE-ES, o partido se une aos grupos sociais e políticos que desejam o fim desta maléfica poluição e do feio apelido que Vitória/ES vem ganhando: “capital do pó preto”. Vamos lutar para preservar nossas belezas naturais e nosso intrínseco direito ao bem estar, saúde, meio ambiente e qualidade de vida. Há meios de preservar nossa locomotiva industrial e simultaneamente proteger o ar que os capixabas respiram na Grande Vitória.

A solução não é acabar com a atividade produtiva, e sim, filtrar, proteger, instalar barreiras de vento, realocar os pontos de emissão de resíduos, principalmente por estarem no corredor do vento nordeste. Precisamos continuar crescendo e gerando empregos, mas precisamos acima de tudo fazer isso com saúde, beleza e bem estar.

Está é a luta contra o “pó preto” que se vê!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A POLÍTICA LIMPA QUE SE VÊ!

por Marcus Alves



Com tantas notícias de corrupção, cabe a cada um de nós refletir sobre política.

Nosso país foi organizado a partir de degredados portugueses. O Brasil, portanto, era uma verdadeira penitenciária além-mar. Isso nos proporcionou um começo complicado. Para cá vieram os deportados, os banidos do reino, os indignos de permanecer na corte européia.

Essas pessoas, juntamente com o povo nativo daqui, compuseram nosso primeiro Brasil. Para cá também vieram viajantes europeus: portugueses, espanhóis, ingleses, todos com intuito de tirar riquezas, obter terras e enriquecer.

Depois, nosso D. João VI veio para cá fugindo de Napoleão. Trouxe algum progresso, mas trouxe também o exemplo de covardia. Passado o perigo foi embora e deixou seu filho, D. Pedro I, que rapidamente declarou a independência e assumiu o país. As notícias sobre a conduta moral deste imperador até hoje são ao mesmo tempo hilárias, ao mesmo tempo decepcionantes.

D. Pedro II foi tido como um exemplo de cultura e sobriedade, ao contrário do pai. Mas a ele se seguiram revoltas, negros africanos jogados nas ruas depois da Lei Áurea, e por fim, a República. Continuando no tempo, convivemos com a militares no poder, ditadura, repressão, violência e morte do governo para com o povo. Lutamos e conquistamos o voto direto para podermos escolher nossos governantes e sairmos da subserviência. De cara já saímos com um Presidente retirado do poder por Impeachment. Estamos até hoje trombando nos problemas morais.

Os jovens rebeldes de ontem, que batiam no peito pedindo liberdade, respeito e lisura na gestão pública, hoje representam um poder carregado de denúncias de corrupção.

Nossa origem ruim, de um povo corrupto, vem se repetindo na política geração após geração. Como resolver isso?

O descanso doméstico é invadido diariamente com notícias cada vez mais negras sobre a administração do país. Recentemente um advogado declarou em cadeia nacional: a corrupção entre empreiteiras e poder executivo está em todo país, na menor das Prefeituras, na menor das cidades e mesmo diante do menor dos valores! Ele disse a verdade e todos o olharam com terror por sua audácia.

Mas é verdade. A corrupção está verticalizada, horizontalizada, diagonalizada! Está em todos os cantos, em todos os órgãos públicos, em todos os níveis de poder.

O Brasil é grande, próspero, lindo! Deveria ser o melhor país do mundo. Deveria ser a locomotiva do planeta. É hora de o povo tomar consciência disso e arregaçar as mangas para mudar essa realidade.

Brasileiros, vamos a luta por uma política melhor e mais limpa! Vamos olhar para os candidatos eleitos, acompanhar as ações deles no poder, cobrar, fiscalizar, afinal, as eleições acabaram de renovar nossas oportunidades e esperanças de um país melhor. É hora de escrevermos uma nova história, com as letras douradas do respeito, da transparência e da verdade na gestão pública.

Essa é a política limpa que se vê!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A ELEIÇÃO QUE SE VÊ!

por Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES



Marcus Alves, Coordenador Político do PRP-ES

Encerradas as eleições em nosso Estado, ficam as análises estatísticas, estudos, conclusões, especulações, simulações...mas nessa frenética compilação numérica, as pessoas ficam relegadas a segundo plano.

Eleição, como tudo nesta vida, depende de pessoas. São as pessoas que sonham, que lutam, que constroem. Sem as pessoas, não há números, não existem estatísticas.

Pessoas planejaram, buscaram, fizeram acontecer. Nem todas chegaram lá, mas todas somaram e engrandeceram os projetos políticos de todos os partidos.

E é em respeito a estas pessoas que falo. Participo da política há mais de 12 anos, e lido com números e análises frias há tempos. Mas nunca vi a política acontecer sem o coração das pessoas.

É a fé, a vontade, o desejo, o suor, o debate, o contato com o outro, que fazem a política emergir. E essas características são humanas, e não matemáticas.

O PRP não cansa de dizer que é uma família. E foi como família que fizemos tudo juntos, desde o início deste projeto. Como família, formamos um grupo, fizemos reuniões, organizamos grandes eventos, alimentamos sonhos mútuos, nos apoiamos uns nos outros. Houve também momentos de discordância, mas todos foram resolvidos com companheirismo e ouvido aberto ao que o outro tinha a dizer.

Tenho em meu coração a sensação de dever cumprido, de ter feito tudo o que estava ao meu alcance em prol do grupo, de ter sido honrado e digno da confiança em mim depositada. Saio destas eleições com o coração leve e com a certeza de que só se alcança a vitória ao lado de pessoas valorosas, guerreiras e lutadoras.

A todos agradeço imensamente pelo apoio e companheirismo.
A todos parabenizo pela coragem e pela determinação.
A todos quero neste momento reverenciar pela bravura.

Essa é a eleição que se vê!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

VILA VELHA QUE SE VÊ! VILA VELHA QUE SE QUER VER!

Por Marcus Alves,Coordenador Político do PRP-ES


Nossa cidade completa 479 anos neste dia 23 de maio.

Vila Velha nasceu no século XVI, quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região em suas caravelas. Na época, a região era disputada por três grupos indígenas antagônicos: os goiatacás, aimorés e os tupiniquins . O fundador de Vila Velha foi o português Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo. Chegou na atual Prainha, a bordo da caravela “Glória”, juntamente com 60 homens no dia 23 de maio de 1535. Na época, ao fundar a localidade, batizou de “Vila do Espírito Santo”, tornando-a capital. Em razão dos constantes ataques indígenas, franceses e holandeses, os portugueses decidiram em 1551 mudar a capital para a Ilha de Santo Antonio, na Baia de Vitória, atual cidade de Vitória, que hoje permanece capital do Estado do Espírito Santo.

Um pouco depois, em 1558, chegou à Prainha o Frei Pedro Palácios, natural de Medina do Rio Seco, Espanha, que anos mais tarde foi responsável pela construção no alto do morro da Penha. O frei encomendou de Lisboa uma imagem de Nossa Senhora que deu origem ao culto a Nossa Senhora da Penha. A pequena construção foi sendo melhorada ano a ano, até que se transformou no Convento da Penha, hoje um monumento religioso da arquitetura capixaba.

A origem da palavra capixaba é indígena e significa na língua tupi “área roçada, pronta para o plantio”. Os índios utilizavam essa palavra para fazer referência à sua plantação de mandioca e milho. Os portugueses, por sua vez, ouvindo a palavra, terminaram por apelidar os índios nativos de capixabas e o termo acabou se estendendo a todos os nascidos no Estado do Espírito Santo.

Vila Velha, por sua vez, tem sua população apelidada de “canela-verde”. Tudo começou quando três portugueses, recém-chegados, arregaçaram as barras das calças e desceram da nau para conferir profundidade para atracação. Ficaram com as canelas envolvidas por grossa camada de algas e a tripulação, em clara chacota, os denominou “canela-verde”, termo que acabou por denominar todos os nativos da cidade de Vila Velha.

Hoje existem três Vilas Velhas repletas de magnitude e complexidade.
Existe uma Vila Velha que reúne em suas cores alegres a Praia da Costa, a Praia de Itapuã, Coqueiral de Itaparica e o Centro da cidade. Nesta Vila Velha, a vida é mais fácil, a administração mais atenta e os cidadãos mais satisfeitos. 

A segunda Vila Velha é a do entorno de Paul, Garrido, Cobilândia, Ibes e bairros vizinhos. Nela a vida começa a ficar difícil, os gestores públicos deixam a desejar e os cidadãos têm muito a reclamar.

Mas é na terceira Vila Velha que a situação é calamitosa. Na região da Grande Terra Vermelha vemos a ausência do poder público e cidadãos sem recursos, de olhares entristecidos.

É da característica de nosso povo a procura por dias melhores. Desde que o português Vasco Fernandes Coutinho fundou Vila Velha em 23 de maio 1535, nosso povo não está satisfeito com seus administradores, chegando ao cúmulo de, na eleição municipal de 1987, eleger um mosquito para Prefeito.

Mas os “canelas-verdes” mantém a esperança no futuro e aguardam respeito aos seus ideais de povo unido e trabalhador.

Por Vila Velha ser a maior cidade do Espírito Santo e aqui ter começado o próprio Estado do Espírito Santo, creio que nós, canelas-verdes, devemos ter mais apoio dos poderes públicos Federal, Estadual e Municipal, para que Vila Velha não seja apenas uma cidade grande, mas uma grande cidade, uma única Vila Velha para todos!

PARABÉNS, VILA VELHA, QUE SE QUER VER!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

1º DE MAIO: O CIVISMO QUE SE VÊ!


Marcus Alves
Coordenador Político do PRP-ES
O Dia do Trabalho, 1º de Maio, é comemorado no Brasil oficialmente desde 1924, mas a data já era celebrada desde 1895. O feriado é registrado também em outros países do mundo, como França, Rússia, Portugal, Espanha, Japão.


Originalmente, o Dia do Trabalho deve-se à Greve Geral e manifestação pública de milhares de trabalhadores em Chicago (EUA) que teve início no dia 1º de maio de 1886. As reivindicações eram por condições menos abusivas de trabalho, como a redução de carga horária de 13 para 8 horas diárias. Nos dias que se seguiram, as manifestações foram combatidas com violência pela polícia e o resultado foram 18 mortos (12 manifestantes e 7 policiais) e dezenas feridos. O movimento alcançou o mundo nos anos seguintes e em 1889 operários parisienses (França) decidiram que o dia 1º de Maio seria dedicado à memória dos grevistas americanos.

Mas temos que refletir sobre o que significa este dia na conjuntura sócio-político-econômica atual. Estamos reverenciando lutas do passado. No entanto, nos dias atuais, 1º de Maio é o marco das manifestações, passeatas, movimentos, paralisações e também comemorações. A nossa Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Decreto-Lei 5.452/1943, é datada de 1º de maio de 1943. Por vários anos, o reajuste do salário mínimo ocorreria no Dia do Trabalho. E todos os anos assistimos manifestações populares reivindicando diversas melhorias, tanto nos segmentos sindicais, como em diversos outros, no dia 1º de Maio.

Assim, 1º de Maio é um dia cívico, dedicado aos apelos populares. O país para para comemorar o feriado e grupos civis e políticos retumbam seu brado por todo território brasileiro.

É, portanto, um dia para reflexão. É um dia para se falar, ouvir, avaliar. É um dia para formatar projetos, brigar por políticas públicas que dêem guarida às necessidades populares. Parece ser, inclusive, um dia em que os gestores públicos estão de olhos voltados para as reivindicações da população. Em síntese, é um dia de militância!

Especialmente num ano de Eleições Gerais, como é o caso de 2014, 1º de Maio é mais que um dia cívico: é um dia sagrado. Vamos reforçar nossos ideais e deflagrar nossas bandeiras por qualidade de vida, por governantes comprometidos, por legisladores competentes. Vamos repensar nosso passado, honrar a “clava forte” dos patriotas que nos antecederam e fazer acontecer, agora, um país melhor para vivermos.

Tenho certeza que o brasileiro está mais consciente. Tenho certeza que votará com convicção e responsabilidade nas Eleições 2014. Tenho certeza que sairá de sua casa para ir até a urna colocar um voto decisivo, responsável, em candidatos dignos, saídos do povo e comprometidos com causas verdadeiras. 

Esse é civismo que se vê!